Aprovados em concurso protestam com doação de sangue

Aprovados em concurso protestam com doação de sangue

Futuros inspetores e escrivãos da Polícia Civil criticam demora para começar curso preparatório

Mauren Xavier / Correio do Povo

Aprovados em concurso protestam com doação de sangue

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Dezenas de aprovados no último concurso público para a Polícia Civil realizaram, na manhã deste sábado, um protesto diferente: eles lotaram o Banco de Sangue do Complexo Hospitalar da Santa Casa para fazer doações de sangue e cadastro como doadores de medula óssea. Apesar de terem feito os exames psicológicos e testes físicos, eles ainda não começaram o curso na Academia de Polícia Civil.

“Essa é uma manifestação pacífica, mas de alerta”, afirmou Valquíria Wendt, que auxiliou na coordenação do movimento. Ela lembrou que é importante que o grupo ingresse na Academia porque muito deixarem os seus empregos e estão aguardando apenas o chamado.

Até agora, a previsão indicada pelo governo do Estado é de que o curso deva começar apenas em janeiro de 2012. Segundo o grupo, esse tempo é muito longo, uma vez que o curso dura em média cinco meses e a defasagem de profissionais cresce a cada dia. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia no RS (Ugeirm), Fábio Castro, a reposição de pessoal é uma das prioridades que vem sendo tratadas junto com o governo. Até o final deste mês, representantes do sindicato terão um encontro com representantes do governo para tratar do assunto.

Aguardando a chamada, Jefferson Oliveira, de 36 anos, foi um dos aprovados que participou da doação de sangue. Natural de Porto Alegre, ele contou que o processo de seleção é muito longo e que o governo não deveria prolongar esse período. “Com o novo processo de aposentadoria especial, a previsão é de que a defasagem irá crescer muito nos próximos quatro meses, sendo que, enquanto isso, estamos apenas esperando pela liberação do governo”, disse.

O grupo integra os aprovados no concurso realizado no final do ano passado. Na época, a seleção previa o preenchimento de 250 vagas para inspetores e 250 para escrivão. No início deste ano, eles fizeram as provas físicas e exames psicológicos, sendo necessário apenas o curso na Academia para começarem a trabalhar. O grupo, com o apoio do sindicato da categoria, espera ainda que todos os aprovados no concurso, cerca de 800, sejam convocados. “O efetivo atual é similar ao do final da década de 70, enquanto que a população cresceu muito. Isso precisa ser alterado”, destacou Fábio Castro, do Ugeirm.

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