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Atividade educativa comemora Dia do Químico na Redenção

Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul alertou sobre os produtos piratas e ilegais

Por
Correio do Povo

Sindiquim/RS distribuiu cerca de mil sacolas de brindes com produtos dos associados, exibiu vídeo sobre o tema e realizou demonstrações e experimentos em parceria com a Ufrgs

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Antecipando o Dia do Químico comemorado na próxima terça-feira, dia 18, o Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim/RS) promoveu uma atividade educativa na manhã ensolarada deste domingo, na Redenção, em Porto Alegre. A iniciativa acontece há dez anos e tem apoio da Brasken. Em uma barraca, a entidade distribuiu cerca de mil sacolas de brindes com produtos dos associados, exibiu vídeo sobre o tema e realizou demonstrações e experimentos em parceria com a Ufrgs. Houve ainda a divulgação através de folhetos da campanha contra os materiais de limpeza piratas e clandestinos, sendo alertados os riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Uma vitrine com produtos fabricados também atraiu o público que fez fila.

O presidente do Sindiquim/RS, Newton Mario Battastini, explicou que o objetivo da atividade na Redenção é o de “divulgar a química e a indústria química gaúcha”. Segundo ele, a ideia é mostrar a importância dela na vida da sociedade. “A química faz parte do nosso dia a dia”, sintetizou. Citou como exemplo os vestuários, móveis, utensílios, veículos, medicamentos, detergentes, cosméticos e alimentos, entre outros. “A química é tudo”, frisou, referindo-se até mesmo à existência da vida. “Começou com o carbono, o oxigênio, o hidrogênio….”, recordou. 

Assegurando que “a química é a solução”, Newton Mario Battastini enfatizou que o futuro do setor passa pela sustentabilidade, com produtos que reduzem o impacto ambiental, e pela integração ao ambiente digital cada vez mais presente no mundo. “É a indústria química 4.0”, observou. O presidente do Sindiquim/RS entende que a questão da poluição está no problema do uso e do descarte incorretos. “O plástico, por exemplo, é totalmente reciclável”, exemplificou. “Já as matérias-primas das áreas de cosmética e detergentes são biodegradáveis”, complementou. “É uma tendência os produtos sustentáveis. A química é muito preocupada com a sustentabilidade”, concluiu, lembrando que a universidade tem um papel nesse contexto.  “Precisamos da união dela com a indústria. Tem que ter sinergia”, considerou. 

Sobre os produtos piratas e ilegais, Newton Mario Battastini  alertou sobre os perigos. Um deles é em relação ao material de limpeza, como desinfetantes, detergentes e amaciantes. “É uma química mal feita. O pessoal começa a fazer detergente e vende naquelas Kombis. Ele tem soda cáustica e corante em proporções indevidas e acaba queimando. O índice de intoxicação é muito grande”, advertiu.

A campanha da entidade aponta inclusive para os casos de crianças que bebem esses produtos dentro de garrafas plásticas, confundindo-os com sucos, além de estimar que cerca de 50% da água sanitária produzida no país é clandestina. Em contrapartida, afirmou o dirigente, a indústria química legalizada faz o controle da qualidade dos produtos, sendo supervisionada pelo Ministério da Saúde. Para 2020, o Sindiquim/RS planeja realizar um evento muito maior na Redenção. Com 76 anos de existência, a entidade possui cerca de 600 indústrias associadas. “Hoje representamos 12% do PIB gaúcho”, calculou, acrescentando que o setor também abastece todo o país e exporta para diversos países.