Ato em defesa da educação reúne estudantes e trabalhadores em Porto Alegre
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Ato em defesa da educação reúne estudantes e trabalhadores em Porto Alegre

Protesto integrou agenda popular nacional contra a reforma da previdência

Por
Franceli Stefani

Com início na Esquina Democrática, protesto percorreu a avenida Borges de Medeiros

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Em manifestação contra a reforma da Previdência e os cortes na educação, centenas de pessoas se uniram na paralisação nacional, no fim da tarde desta terça-feira, em Porto Alegre. Servidores públicos, trabalhadores e estudantes organizaram um ato na Esquina Democrática, no Centro Histórico, de onde sairão em caminhada à noite. Mais cedo, o Cpers comandou uma ação frente ao Palácio Piratini.

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Feliz com a presença de núcleos do Cpers de todas as regiões do Estado, a presidente Helenir Schürer, disse que além dos alunos, os pais também se engajaram na defesa da educação. "Em salas de aula nós ensinamos cada um a sonhar com a Universidade, queremos as nossas federais vivas e cada vez mais com a cara do povo. Não vamos entregar para as elites", enalteceu. Mãe de estudante, Denise Góes, 45 anos, afirmou que é momento de abraçar as instituições públicas. "Minha filha não teria condições de concluir um curso superior. É difícil, sou sozinha e vivo de trabalhos informais." 

A estudante Ana Laura, 20 anos, disse que quer estudar, mas no futuro quer se aposentar. “As universidades públicas são conquistas do povo, então o povo precisa lutar por elas, por isso estou aqui.” Mesmo com a reforma da Previdência aprovada na Câmara, a ideia é mostrar a força da união da comunidade nas ruas.  "Hoje eles querem votar a Liberdade Econômica, mas a classe trabalhadora está viva. Nós somos fortes unidos e precisamos mostrar a nossa força", enfatizou a funcionária pública Vanessa Monteiro. 

Os funcionários dos Correios também estavam engajados no ato e pediam assinaturas para a não privatização da empresa. Entre os sindicatos participantes, o Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do RS — a Ugeirm. O presidente Isaac Ortiz ponderou que o momento é complexo e de muitos ataques ao serviço público. "Estamos juntos na luta pelos direitos que os governos querem retirar." 

A Brigada Militar não divulgou estimativas de público. Os organizadores afirmaram que mais de 40 mil pessoas estiveram presentes desde as 14h.