Ato pró-Bolsonaro pede impeachment de ministros do STF e gera aglomeração em Porto Alegre

Ato pró-Bolsonaro pede impeachment de ministros do STF e gera aglomeração em Porto Alegre

Apoiadores do presidente se reuniram, nesta quarta-feira, no entorno do Parcão

Felipe Samuel

Apoiadores do presidente se reuniram, nesta quarta-feira, no entorno do Parcão

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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se concentraram nesta quarta-feira no cruzamento da avenida Goethe com a rua Mostardeiro, em Porto Alegre, para protestar contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Munidos com bandeiras do Brasil, o grupo ocupou a ciclovia, onde exibia faixas com mensagens contra a atuação da Corte e com pedidos pela destituição dos magistrados. No feriado de Tiradentes, os manifestantes saíram em caminhada pela avenida Goethe - que chegou a ficar bloqueada - e percorreram o entorno do Parcão. 

Em referência a uma declaração de Bolsonaro no ano passado, que ameaçou demitir integrantes do governo e disse “não ter medo de usar a caneta”, os manifestantes - a maioria usando máscara de proteção - entoavam gritos de “Eu autorizo”, sinalizando apoio a impeachment de integrantes do STF. Os apoiadores acusavam a Corte de “militância política”. A mobilização - que gerou aglomeração - se dá após o STF referendar na semana passada decisão liminar que determinou abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado.  

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Em meio ao protesto, um boneco de magistrado “enforcado” com a toga foi pendurado em uma árvore de um estabelecimento comercial. A Brigada Militar acompanhava a movimentação à distância. Um dos organizadores do ato na Capital, o líder comunitário e eletrotécnico Marco Della Nina critica as últimas decisões do STF e cita a soltura do ex-presidente Lula como uma das ações de “politicagem” da Corte. "As pessoas fardadas de toga estão fazendo politicagem, fazendo a lei a favor deles", afirma.
 
Ao afirmar que os ministros do STF estão “atropelando” a constituição, Della Nina garante que o ato não é contra a instituição. "O STF não é justiça, mas o poder politico querendo mandar mais que a Constituição e mais que o presidente", avalia. "Uma hora faz uma coisa, outra hora faz outra, tudo ao bel prazer de interesses políticos deles", completa. Della Nina garante que o movimento é composto por “patriotas e brasileiros” que concordam com essa pauta. "Não há políticos por trás nem financiamento de empresários", destaca.
 

 


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