Aumento da insegurança e violência preocupa moradores do bairro Rio Branco, em Porto Alegre

Aumento da insegurança e violência preocupa moradores do bairro Rio Branco, em Porto Alegre

Escadarias da região têm sido cada vez mais evitada e se tornado um ponto frequente de assaltos

Cláudio Isaías

Gama de serviços, lazer e entretenimento tem chamado a atenção de assaltantes

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Os moradores do bairro Rio Branco, um dos mais tradicionais de Porto Alegre, convivem diariamente com a insegurança na região, principalmente neste período de pandemia. O local vem sendo alvo de criminosos o que tem deixado a comunidade assustada. O bairro na zona Norte da Capital possui supermercados, comércio, escolas, clubes e lancherias. Essa gama de serviços, lazer e entretenimento tem chamado a atenção de assaltantes que têm agido na região, principalmente à noite.

Moradores de locais como as ruas Álvaro Alvim, Liberdade, coronel Joaquim Pedro Salgado, Santa Cecília, Paraguai, Cabral, principalmente na escadaria da subida, e Cônego Viana já sofreram assaltos ou arrombamentos. A comunidade do bairro reclama também da iluminação pública na região que facilita em muito a ação dos criminosos.

Na semana passada, o 9º Batalhão de Polícia Militar, efetivo da 3ª Companhia, realizou uma operação na região. Durante a noite de quinta-feira, os policiais militares foram até os bairros Rio Branco e Moinhos de Vento onde realizaram a Operação de Combate aos Arrombamentos. Eles efetuaram abordagens de pessoas em atitude suspeita. A operação visou à prevenção e combate aos arrombamentos em residências e estabelecimentos comerciais na região.

A atividade consistiu em policiamento ostensivo e preventivo, restando como saldo da operação a abordagem de diversas pessoas em atitude suspeita que encontravam-se nas imediações. Moradores relataram que esses homens ficam disfarçados de moradores de rua e catadores de lixo, mas na verdade são olheiros de criminosos e alguns praticam crimes.

Uma moradora da rua Coronel Aurélio Bittencourt, que pediu para não ser identificada, relatou que o mesmo criminoso abordado pela Brigada Militar na semana passada pulou no final de semana para dentro do jardim do moradora e tentava pular para ter acesso à garagem. No entanto, quando uma pessoa saiu com o cachorro que latiu para o homem, ele então pulou para a rua de novo e correu para na direção da rua Dona Laura.

Morador da rua Cônego Viana, o psicanalista Paulo Alberto Rebelato disse que os moradores do "gueto Rio Branco" estão sobrevivendo às sistemáticas e diuturnas atrocidades de perversos e psicopatas que decidiram aterrorizar o bairro. "Lamento estar em séria convalescença da Covid-19, e não poder sair à caça desses bandidos para localizá-los com a ajuda de vizinhos e de imediato ligar ao 190, para que sejam presos em flagrante delito", ressaltou.

De acordo com Rebelato, é hora dos moradores mais jovens abraçarem essa empreitada, porque pessoas mais idosas, já não possuem a tenacidade, e podem  se expor a riscos inesperados – como serem contra-atacados, perigosamente pelos criminosos. Conforme o psicanalista, estudos mostram que na pandemia cada vez mais os criminosos vão buscar pertences e caçar vítimas nos bairros, se não forem presos. 

Residente na rua Liberdade, a publicitária Denise Costa afirmou que em outros tempos havia a circulação de viaturas da Guarda Municipal e da Brigada Militar o tempo todo no bairro. A moradora ressalta que a região é muito visada pelos criminosos em razão do comércio, que é muito forte no bairro, e das instituições de ensino. "É muita gente que circula no bairro o que acaba por facilitar a ação dos criminosos", acrescentou.

Segundo ela, a comunidade  do bairro Rio Branco decidiu criar um grupo em uma rede social para a troca de informações relacionadas a segurança. Moradores idosos tem usado a ferramenta para pedir ajuda e até sugeriram a criação de um código de emergência em caso de ação dos criminosos


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