Bancários fazem ato no Centro de Porto Alegre
capa

Bancários fazem ato no Centro de Porto Alegre

Paralisação da categoria chega ao 29º dia

Por
Henrique Massaro Rodrigues

Bancários fazem ato no Centro de Porto Alegre

publicidade

Prestes a completar 30 dias de greve nacional, os bancários sindicalizados de Porto Alegre realizaram na manhã desta segunda um ato em defesa dos bancos públicos. Posicionados em frente a uma agência do Banco do Brasil, no Centro, os servidores também tinham por objetivo fortalecer a paralisação, que chega hoje ao seu 29º dia.

Integrante da diretoria da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS), Cláudia Santos disse que é momento de fortalecer, especificamente, a luta dos bancos públicos. Segundo ela, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal “se escondem” atrás da mesa de negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o que dificulta a discussão da pauta específica.

Algumas reivindicações dos servidores de bancos públicos são a defesa do patrimônio público, fortalecendo o Estado. Também compõem a pauta um caráter mais democrático em relação aos bancos privados e o gerenciamento de políticas sociais. De maneira geral, a demanda dos servidores de bancos públicos e privados é a mesma. Os sindicatos querem reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Também é pedido a fixação do piso salarial em R$ 3.940,24 e o pagamento de três salários mais R$ 8.297,61 em participação nos lucros e resultados.

A paralisação nacional teve início no dia 6 de setembro após uma recusa da categoria pela proposta feita pela Fenaban. Uma nova proposta foi feita no dia 9, aumentando o possível reajuste de 6,5% para 7%. No dia 28, uma nova rodada de negociações ocorreu na capital paulista. A Federação propôs ao Comando Nacional dos Bancários 7% de reajuste mais um abono de R$ 3,5 mil para este ano e reposição da inflação mais 0,5% de aumento real para 2017. Ainda sem acerto, os bancários seguem em greve.