Black Friday movimenta centro de Porto Alegre e lojistas esperam aumento de até 10% nas vendas
capa

Black Friday movimenta centro de Porto Alegre e lojistas esperam aumento de até 10% nas vendas

Muitos compradores utilizaram parcela do 13º para pagar os produtos

Por
Claudio Isaías

Prática de descontos é comum nos Estados Unidos

publicidade

O movimento de clientes foi intenso no comércio de Porto Alegre durante a realização do Black Friday. Desde as primeiras horas da manhã, os consumidores formaram filas nas lojas do Centro Histórico, principalmente naquelas localizadas nas ruas dos Andradas e Doutor Flores. Um dos locais mais procurados pelos consumidores foi as Lojas Americanas, que, em alguns momentos, ficou completamente lotada. A equipe de segurança do estabelecimento comercial foi obrigada a colocar gradis para organizar a fila para que os clientes pudessem entrar na loja.

A dona de casa Estefane da Rosa, moradora do bairro Cristal, disse que chegou às 23h30min de quinta-feira para comprar produtos de higiene, de limpeza e fraldas. Ela gastou um total de R$ 400 pagos à vista com recursos da primeira parcela do 13º salário. "Estava esperando ansiosamente pelas promoções dos produtos", destacou. Acompanhada da mãe Maria da Rosa, deixou o local com cinco sacolas.

Já a dona de casa Graziela Cardoso da Silva, residente no bairro Lomba do Pinheiro, aproveitou a promoção para realizar a compra de copos, pratos, talheres, xícaras, toalhas de banho e de rosto, lençóis e travesseiros. Ela gastou R$ 650 em seus produtos. "Fiquei na fila desde a quinta-feira. As compras foram pagas com o 13º salário", ressaltou.     

Na Magazine Luiza da rua Doutror Flores, a técnica em enfermagem Liziane Castro, moradora do bairro Glória, afirmou que estava esperando pelo dia de descontos no comércio. Ele chegou ao estabelecimento comercial por volta das 6h e acabou adquirindo um ventilador e uma panela de pressão. O gerente Paulo Kaefer informou que a loja abriu às 7h a estimativa é que fossem comercializadas um total de R$ 700 mil em produtos. A loja colocou dois arcos infláveis na rua Doutor Flores, quase na esquina com a rua Otávio Rocha, que chamou a atenção dos clientes.

Segundo ele, os produtos mais procurados pelos consumidores foram da linha branca (geladeiras, máquinas de lavar e secadoras) e televisão, equipamentos de som, computadores, telefones celulares, ventiladores e liquidificadores. O comércio de rua no Centro de Porto Alegre segue até as 20h. O Sindilojas da Capital informou que nesta sexta-feira, excepcionalmente, estabelecimentos que formalizaram o acordo coletivo de trabalho poderiam utilizar a mão de obra de seus empregados que desempenham funções diretamente relacionadas com a atividade de venda e atendimento ao público até meia noite, respeitadas as regras definidas no acordo. 

As demais lojas, que não formalizaram o acordo coletivo de trabalho, devem obedecer a regra geral definida na convenção coletiva da categoria, cujo horário de trabalho desses empregados, de janeiro a novembro, está limitado às 22h. Com a Black Friday, as empresas e prestadores de serviços promovem suas mercadorias. A data já faz parte do calendário brasileiro e foi inspirada nos Estados Unidos. Conforme o Sindilojas, alguns estabelecimentos vão abrir até a meia noite, como os shoppings.

Expectativa alta de vendas

O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, disse que estava otimista. “A expectativa é muito boa. A data está crescendo ano a ano, por isso esperamos um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado. Esses números devem crescer anualmente, porque a data ainda não é segmentada aqui, isso deve ocorrer em 3 ou 4 anos. A partir disso, terá um crescimento igual a outras datas do comércio”, destacou, apontando ainda que o comércio aposta muito na Black Friday e investe em produtos, além de negociar com os fornecedores para levar os melhores preços para o consumidor.

O saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FTGS) e a primeira parcela do 13º salário contribuem para as perspectivas. “Esse cenário já ajudou nas vendas. Temos empresas que pagaram a primeira parcela do 13º salário no dia 20 de novembro.Isso já alavancou as vendas em relação aos dias normais", acrescentou.

Uma pesquisa feita pesquisa pela Boa Vista, empresa parceira da CDL Porto Alegre, constatou que 70% dos consumidores pretendiam fazer compras na Black Friday. O levantamento identificou que 63% dos entrevistados comprariam os produtos que ainda não possuem, enquanto 34% iriam adquirir produtos para substituir outros, ou repor o que já possuem; e apenas 3% aproveitariam a data para aproveitar um lançamento ou por desejarem estar na moda/antenado com as novidades.

Para 51% dos consumidores, as compras na Black Friday serão planejadas, e para 49% de oportunidades que eventualmente encontrem no mercado. O levantamento mostrou que 65% dos consumidores iriam pagar as compras da Black Friday parcelando o valor. Outros 35% disseram que pagariam à vista. O cartão de crédito seria utilizado por 41% dos consumidores. E 19% pagariam em dinheiro e 16% no cartão de débito.