Bouboulina é o nome do navio grego suspeito de vazar óleo

Bouboulina é o nome do navio grego suspeito de vazar óleo

Identificação motivou a Operação Mácula, deflagrada hoje pela PF

Por
AE

Derramanto de óleo atinge com amplitude regiões do Nordeste


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Boubalina é o nome do navio petroleiro de bandeira grega supostamente responsável pelo derramamento de óleo que atinge a costa nordestina. De propriedade da Delta Tankers, a identificação do navio mercante motivou a Operação Mácula, deflagrada na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal (PF), por ordem do juiz Francisco Eduardo Guimarães, da 14ª Vara Federal de Natal.

A embarcação foi construída em 2006 e é um navio petroleiro do tipo Suezmax, com dimensões que permitem sua passagem pelo Canal de Suez. Ele está registrado no histórico porto de Pireu, situado no Golfo Sarônico, na costa Oeste do Mar Egeu, e tem capacidade de transporte de 178.385 m³ de óleo.

O nome é uma homenagem a Laskarina Bouboulina, uma heroína grega que se uniu à resistência subterrânea, lutou ao lado de homens e gastou todo o seu dinheiro lutando pela independência da Grécia no início do século 19.

Operação Mácula 

A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro - nos endereços da Lachmann Agência Marítima e da empresa Witt O Brien's. As companhias teriam relação com o navio petroleiro de bandeira grega. Segundo o delegado Agostinho Cascardo, um dos responsáveis pela investigação no Rio Grande do Norte, as empresas não são suspeitas em princípio, mas podem ter arquivos, informações e dados que sejam úteis às investigações.

De acordo com a PF, a localização da mancha inicial de petróleo cru, encontrado a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira, permitiu a identificação de um único navio petroleiro que teria navegado pela área suspeita entre os dias 28 e 29 de julho. 

O Ministério Público Federal (MPF) relatou que no inquérito policial constam imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem da mancha. O parecer de detecção de manchas de óleo indicou uma mancha original e fragmentos se movendo em direção ao Brasil. 

Com informações da Marinha, a Diretoria de Inteligência Policial da PF concluiu que "não há indicação de outro navio (.) que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela". Ainda de acordo com a Marinha, esse mesmo navio ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias, devido a "incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar".


Defesas

A reportagem tenta contato com representantes da Delta Tankers, Lachmann Agência Marítima e Witt o Brien's. O espaço está aberto para as manifestações.