Brasil espera chegada de vacinas da Índia nesta sexta na expectativa de ampliar imunização

Brasil espera chegada de vacinas da Índia nesta sexta na expectativa de ampliar imunização

Carga de dois milhões de ampolas é esperada para o final da tarde no aeroporto de Guarulhos

R7

Doses serão distruídas de acordo com a proporção populacional de cada estado

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Após uma semana de espera e impasses, 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca devem chegar ao Brasil nesta sexta-feira. Segundo o Ministério da Saúde, a carga vinda da Índia, onde foi produzida pelo Instituto Serum, é aguardada para o final da tarde em um voo comercial da companhia aérea Emirates, no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos. Em seguida, após os trâmites alfandegários, a carga será transferida para um avião da Azul, com destino ao Rio de Janeiro, onde fica Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que fará a rotulagem das ampolas.

A Fiocruz pagou R$ 54,9 milhões pelas doses e prevê que as vacinas estejam prontas para distribuição na tarde deste sábado. Posteriormente, as vacinas serão entregues ao Ministério da Saúde, que, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), irá distribui-las de acordo com a proporção populacional de cada estado.

O Brasil e a Índia concluíram os procedimentos para importação e a liberação da importação foi anunciada nesta quinta-feira, após um imbróglio que se tornou uma dor de cabeça para o governo brasileiro desde a semana passada. Um avião da Azul chegou a ser adesivado e estava pronto para decolar ao país asiático na quinta-feira (14), quando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de lá sinalizou que o Brasil havia se precipitado.

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O voo chegou a ser remarcado para sexta-feira, mas acabou cancelado diante da dificuldade em obter uma data certa para o envio da carga. No domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização de uso emergencial para o lote de 2 milhões de doses e também para a CoronaVac, do Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

Sem a vacina de Oxford em território brasileiro, o Ministério iniciou a campanha de vacinação apenas com os 6 milhões de doses liberados da Coronavac. O presidente Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo comemoraram e agradeceram a decisão do governo indiano.

 

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