Canoas deve extinguir circulação de carroceiros em até oito anos

Canoas deve extinguir circulação de carroceiros em até oito anos

Ideia é fazer a migração dos usuários para programas de capacitação profissional

Fernanda Bassôa

Ideia é fazer a migração das pessoas que utilizam da exploração animal para programas de capacitação e qualificação profissional

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A partir de agora Canoas tem um prazo de oito anos para extinguir a circulação dos veículos de tração animal e de tração humana (popularmente chamados de carroceiros e carrinheiros) nas vias e avenidas do município. A lei que institui a redução gradativa destes meios de locomoção, e que auxiliam na geração de renda, foi sancionada no início do mês pelo prefeito Jairo Jorge, e depois deste período a proibição será definitiva.

De acordo com o secretário Especial de Bem-Estar Animal, Gabriel Gonçalves, a ideia é fazer a migração das pessoas que utilizam da exploração animal para programas de capacitação e qualificação profissional que já existem no município. “Atualmente, temos 169 cadastrados, entre carroceiros e carrinheiros, mas acreditamos que esse número seja três vezes maior. A proposta de extinção surgiu ainda em 2015 e tem como base garantir o benefício da seguridade social. Ou seja, a proposta central é que essas pessoas saiam da informalidade e através do acesso a qualificação e a inserção no mercado de trabalho", disse Gonçalves. 

Segundo o secretário, o prazo de oito anos foi pensado para que haja, de forma gradativa, a adaptação destas pessoas. “Essa é uma cultura milenar. Não podemos de uma hora para outra proibir a circulação de carroças e carrinhos. É necessário um longo trabalho, que já iniciou", afirmou.  Além disso, a nova legislação vai proporcionar o resgate destes animais, evitando novas ocorrências de maus-tratos.

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