Chuvas torrenciais alagam acessos de hospital em Porto Alegre

Chuvas torrenciais alagam acessos de hospital em Porto Alegre

Mãe de Deus informou em nota que parte dos atendimentos pode necessitar de remarcação

Giullia Piaia

Acessos do hospital foram inundados

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A chuva torrencial que atingiu Porto Alegre, no fim da tarde desta quarta-feira, trouxe prejuízos para o Hospital Mãe de Deus. Os acessos pela Rua Costa ficaram totalmente alagados, afetando algumas áreas da Instituição. Imagens mostram algumas pessoas saindo do local enquanto uma verdadeira cascata se formou na escada, já na altura do joelho. Em um segundo vídeo, é possível ver trabalhadores caminhando pela água em outra entrada da instituição de saúde.

O Mãe de Deus disse, em nota, que “equipe do hospital está trabalhando para recuperar o local. Não houve registro de incidentes envolvendo pacientes ou colaboradores”. Além disso, informam que na quinta-feira certos serviços podem ser suspensos. O acesso pela rua Costa estará fechado. Ainda conforme o hospital, as pessoas que têm procedimentos agendados estão sendo comunicadas e os atendimentos, remarcados.

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Outros pontos do bairro Meninos Deus também foram fortemente atingidos pelo temporal. A avenida Érico Veríssimo foi bloqueada pelo acúmulo de água na via e os moradores da rua Damasco, perpendicular à avenida, foram bastante afetados. A água passou da altura do peito, submergindo carros inteiros.

Rua Damasco após o temporal. Foto: Mauro Schaefer

Moradores tiveram que mergulhar para encontrar uma mochila de um entregador de aplicativo que não sabia nadar. A água chegou na janela da casa de Debora Eduarda Silva de Oliveira. Já na de seu vizinho, ela passou da janela e alagou os aposentos, deixando os móveis boiando.

O acúmulo de água também bloqueou a avenida Praia de Belas, na altura da José de Alencar, trazendo transtornos para pedestres, ilhando motoristas e danificando carros estacionados.

Mesmo com a diminuição da chuva, a água seguia pelo joelho, obrigando pedestres e ciclistas a se molharem. Alguns, principalmente idosos, precisavam pedir ajuda para atravessar a via. Os poucos carros que ficaram estacionados, antes da chuva, foram inundados até a altura do para brisa, e seus donos foram obrigados a acionar os seguros.

O trânsito seguia lento ainda às 20h, muitos motoristas aguardavam, estacionados embaixo do viaduto, que a água baixasse para seguir com segurança. Os ônibus voltaram a circular na via alagada só por volta das 19h15min.


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