Comércio não essencial volta a reabrir em Porto Alegre e movimento se intensifica

Comércio não essencial volta a reabrir em Porto Alegre e movimento se intensifica

Centro Histórico e Avenida Assis Brasil são locais que mais atraem os consumidores

Cláudio Isaías

Um levantamento mostrou que cerca de nove mil pessoas perderam seus empregos em função da pandemia do coronavírus

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As lojas do comércio não essencial de rua, de shoppings e de centros comerciais de Porto Alegre voltaram a reabrir nesta segunda-feira. Pouco antes das 10h, horário de abertura dos estabelecimentos comerciais, os clientes começaram a chegar ao Centro Histórico e na avenida Assis Brasil, na zona Norte da cidade. 

No Centro, o público preferiu circular nas ruas Voluntários da Pátria, Andradas e Doutor Flores que concentram as chamadas "grandes lojas". Muita gente observava as vitrines e entrava para conferir as ofertas. Renner, Gaston, Paquetá, Americanas, Marisa, Riachuelo, C&A, Magazine Luiza, Casas Maria e Lojas Colombo seguem sendo os locais favoritos dos consumidores.

Na avenida Assis Brasil, uma das principais vias de circulação e de comércio de Porto Alegre, o movimento foi intenso na manhã desta segunda. Os serviços mais procurados pela população da zona Norte são as agências bancárias, lotéricas e minimercados. Nos bancos e lotéricas, as filas estavam sendo organizadas por funcionários que informavam os clientes sobre o uso da máscara e do álcool em gel. 

A circulação de pessoas foi mais intensa nas proximidades do shopping center Bourbon Wallig do Grupo Zaffari. Tanto na avenida Assis Brasil quanto no Centro Histórico estavam usando máscara, face shield (protetor facial) e, em alguns casos, luvas. Além disso, ao entrarem nas lojas, consumidores eram orientados sobre o uso do álcool em gel. 

Plano de desinfecção e de higiene

Já a rua Voluntários da Pátria, entre a Praça Parobé, ao lado Mercado Público, estava novamente com uma intensa movimentação de pessoas. Muita gente circulava em direção ao Centro Popular de Compras, o POP Center, localizado  na Voluntários da Pátria que adotou um plano de desinfecção e de higiene que segue as orientações e produtos indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a diretora institucional do POP Center, Elaine Deboni, entre os procedimentos adotados está a exigência do uso de álcool em gel e máscaras pelas pessoas que acessam o local. “Temos apenas duas entradas liberadas, a principal, na rua Voluntários da Pátria, e um acesso por elevador no estacionamento para cadeirantes”, explicou. 

Segundo ela, a praça de alimentação está funcionando normalmente e está atendendo todas as normas de higiene e distanciamento entre as mesas. "Também temos um controle de público circulando dentro do local, assim evitamos aglomerações. Nos corrimões e lugares de uso comum temos um sistema de limpeza completa a cada meia hora para ajudar o controle da dissipação do vírus”, afirmou.

Para Elaine Deboni, é essencial o funcionamento das lojas. “Ficamos felizes com a decisão da prefeitura para a liberação, com todos os cuidados, das operações das lojas e shoppings", explicou. Conforme ela, o POP Center possui 740 lojistas que precisam vender para manter suas famílias. 

O presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, afirmou que a ideia é que as lojas permaneçam abertas no futuro com toda a segurança para clientes, lojistas e funcionários. Um levantamento mostrou que 20% das lojas da Capital fecharam e que cerca de nove mil pessoas perderam seus empregos em função da pandemia do coronavírus.


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