Com 110,9% de superlotação de UTIs, mais de 300 pacientes aguardam por leitos em Porto Alegre

Com 110,9% de superlotação de UTIs, mais de 300 pacientes aguardam por leitos em Porto Alegre

14 dos 18 hospitais da Capital não possuem mais vagas para pacientes graves

Correio do Povo

14 dos 18 hospitais da Capital não possuem mais vagas para pacientes graves

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No início da noite desta sexta-feira, 304 pessoas aguardavam por um leito de unidade de terapia intensiva (UTI) em Porto Alegre. A maioria deles, 227 pacientes, com Covid-19. Mesmo com a abertura de novos leitos nas últimas semanas, a ocupação da rede hospitalar da Capital aumenta diariamente e hoje 14 dos 18 hospitais monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já não possuem mais vagas para pacientes graves. 
 
Com 110,9% de superlotação nas UTIs, no início da noite desta sexta-feira, a rede hospitalar contava com 1.099 pacientes em estado crítico, dos quais 831 relacionados à doença (793 confirmados e 38 com diagnóstico suspeito). Dos 304 pacientes que aguardavam por leito de UTI: 227 pacientes tinham Covid-19 e outros 33 testaram negativo para a doença. Além disso, 44 aguardavam por leito em pronto atendimento. 
 
Entre as instituições que registravam superlotação estavam os hospitais Moinhos de Vento (160,61%), Ernesto Dornelles (137,50%), São Lucas (133,90%), Clínicas (114,37%) e a Santa Casa (103,73%). Nos pronto atendimentos, a situação também era dramática. De acordo com a SMS, além da UPA Moacyr Scliar, as unidades de pronto atendimento da Bom Jesus, Cruzeiro do Sul e Lomba do Pinheiro operavam acima da capacidade máxima. Todas registravam ocupação pelo menos três vezes superior à capacidade instalada, com destaque para a da Bom Jesus, que registrava 528,57% de lotação, com 37 pacientes internados para 7 leitos.
 
A partir da próxima terça-feira, um Hospital de Campanha do Exército trará reforço à rede hospitalar no atendimento de pessoas com Covid-19. Instalado ao lado do Hospital Restinga, na zona Sul da Capital, a unidade terá 16 leitos clínicos e 4 de UTIs. Ao todo, 50 profissionais vão atuar no local. 
 

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