Começa proibição das atividades de construção civil e indústrias em Porto Alegre

Começa proibição das atividades de construção civil e indústrias em Porto Alegre

Setores foram os últimos atingidos pelo cronograma do decreto municipal

Cláudio Isaías

Empreendimentos amanheceram sem trabalhadores nesta sexta

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A construção civil e as indústrias foram os setores atingidos nesta sexta-feira pelo decreto municipal que proibiu o funcionamento das atividades. Na avenida Aparício Borges, os trabalhos em um grande empreendimento do Grupo Zaffari, da Melnick Even e do Hospital Moinhos de Vento amanheceram sem os trabalhadores. O local terá shopping, torres de edifícios e hospital na zona Leste de Porto Alegre. Também paralisou as atividades a empresa responsável pela obras no Pontal do Estaleiro. A regra ainda atingiu indústrias na zona Norte da cidade.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS), Aquiles Dal Molin, afirmou que não houve casos de contágio nos canteiros de obras e que o decreto poderá resultar no fechamento de mais de 192 canteiros na Capital.  A entidade, por meio do Comitê de Crise, tem acompanhado os efeitos da Pandemia sobre o setor e manterá reuniões com o prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador Eduardo Leite no sentido de demonstrar que, atendendo os protocolos de restrições vigentes até então, não é vetor de propagação da Covid-19.

O Sinduscon/RS afirma que a requalificação de cidades como Porto Alegre para bandeira vermelha não implica na paralisação do setor. “Construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços de construção, por serem considerados essenciais, sofrem apenas redução na operação, passando de 100% para 75% dos trabalhadores na bandeira vermelha".

Já a Fiergs afirmou que a ampliação das restrições às atividades da indústria determinada em decreto pela prefeitura trará mais perdas ao setor e desorganiza a economia privada, já bastante afetada pela pandemia provocada pelo coronavírus. A entidade, desde o começo da crise, defende o equilíbrio entre os cuidados com a saúde da população e a economia. “Essas constantes alterações e mudanças de uma semana para outra nos dão muita insegurança. O industrial não pode programar sua produção e o empregado não sabe quando vai trabalhar, se vai trabalhar ou manter seu emprego”, ressaltou o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.

Segundo Petry, se poderia intensificar as medidas de acesso, controle e segurança para a saúde, mas sem decretar o fechamento total de estabelecimentos, como prevê o atual modelo adotado. "As empresas não recebem recursos a fundo perdido, como ocorre com os governos estaduais e as prefeituras, para compensar a perda de faturamento", destacou. O presidente da Fiergs disse que com o comércio fechado a indústria não vende o que produz, o Estado não arrecada impostos e a sociedade toda perde.

 


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