Confira recomendações para enfrentar os altos índices de umidade do ar

Confira recomendações para enfrentar os altos índices de umidade do ar

Roupas, vacinas e boa alimentação estão entre os itens essenciais no enfrentamento da situação climática

Felipe Faleiro

Guarda-chuva se tornou item fundamental nos últimos dias em Porto Alegre

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A umidade relativa do ar está alcançando níveis extremos nos últimos dias em Porto Alegre e região. Com isso, a prevenção é fundamental para evitar maiores complicações clínicas. Ainda assim, o atendimento nas emergências de Porto Alegre aumentou nas últimas semanas, requerendo atenção, especialmente com as mudanças de temperatura bruscas. O chefe do Serviço de Pneumologia da Santa Casa de Misericórdia e médico pneumologista Adalberto Rubin destaca que algumas situações devem ser evitadas.

“Evitar sair diretamente de um ambiente aquecido para um mais frio ou úmido, por exemplo. Porém, caso seja necessário, é preciso cobrir as extremidades, como mãos, pés, pescoço e cabeça. São pontos em que o frio penetra e isto reduz as defesas do organismo”, afirma. Caso seja um paciente de doenças respiratórias prévias crônicas, como bronquite, asma, enfisema ou sinusite, é preciso manter o tratamento de controle.

Ainda segundo ele, o clima frio aumenta a proliferação viral, ainda mais em ambientes com aglomerações. “Com a umidade, a gente costuma fechar janelas e portas, se possível é necessário manter um certo distanciamento adequado de pessoas que possam ser agentes contaminantes”. Por isso, a dica é simples: deixá-las ao menos um pouco abertas. “O vento em si não causa a circulação do vírus, qualquer que seja, desde o coronavírus até o influenza, entre outros. Realmente ele tem que ser arejado. E se há alguma pessoa com sintoma gripal, ela tem que usar a máscara”, reforça.

O item de proteção diminui a circulação viral, de acordo com Rubin. Já o ar-condicionado, largamente requerido nesta época, pode ser utilizado, contanto que haja uma revisão dos filtros e troca dos mesmos pelo menos uma vez por ano. E todos estes cuidados devem ser reforçados com crianças e idosos, cujo organismo é mais fragilizado. “Para toda a população, uma boa alimentação e as vacinas em dia, são importantes. A vacina anti-influenza é eficiente e previne que você tenha uma gripe, que depois evolui para uma possível infecção bacteriana”.

O chefe da Pneumologia da Santa Casa de Misericórdia ressalta também que a procura de pacientes está maior neste ano em relação aos últimos. “Os demais vírus, além do coronavírus, estão circulando de maneira maior nos últimos anos. Por dois anos, a população manteve distanciamento e uso de máscara. Então, neste ano, é fundamental que as pessoas mantenham os cuidados, a higiene e a vacinação, porque realmente estamos enfrentando um aumento superior ao que tínhamos em épocas anteriores”, comenta.

Dicas contra as baixas temperaturas

Evite usar calça jeans: se o frio for extremo, mesmo com uma outra roupa por baixo a calça jeans não segura. O motivo é que o jeans fica gelado muito rápido, aumentando a sensação de frio e umidade.

Use várias camadas de roupas: é mais eficaz utilizar várias camadas de roupa, ao invés de apenas uma peça mais grossa. Roupas muito justas também não são recomendadas, porque dificultam a circulação sanguínea.

Proteja as extremidades: no frio, as extremidades sofrem mais, seja o rosto, a cabeça, os pés ou as mãos. Isso ocorre devido ao processo de contração dos vasos sanguíneos realizada nessas partes do corpo justamente para evitar a perda de calor. A dica é abusar das meias longas e grossas, toucas, gorros e luvas.

Consuma bebidas e alimentos quentes: evite ingerir refrigerante gelado e prefira bebidas na temperatura ambiente, chás e café são uma boa opção também. Em relação aos alimentos, a sopa ajuda a espantar o frio.

Criatividade: uma dica infalível é usar folhas de jornal, o modo correto é colocar as folhas de jornal entre as camadas de roupa, nunca diretamente em contato com o corpo.


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