Corpo de Bombeiros trabalha com lista de 17 desaparecidos após desabamento no Rio
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Corpo de Bombeiros trabalha com lista de 17 desaparecidos após desabamento no Rio

Tragédia na zona Oeste da cidade deixou ao menos dois mortos

Por
AE

Corpo de Bombeiros segue com operação de resgate após desabamento de prédios no Rio

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Após o desabamento de dois prédios na zona Oeste do Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil seguem o trabalho de busca e resgate de possíveis sobreviventes. De acordo com informações iniciais, os órgãos trabalham com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas. 

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Os socorristas isolaram a área da tragédia porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento. Cães farejadores estão no local e auxiliam na busca por outras vítimas. Uma sobrevivente, identificada como Dilma Rodrigues, foi encaminhada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge com um trauma no abdômen e entrou em procedimento cirúrgico. Além dela, outras sete pessoas ficaram feridas. O desabamento deixou ao menos dois mortos. 

Parecer da prefeitura 

Mais cedo, a prefeitura do Rio de Janeiro relatou que as construções estão em uma área considerada irregular. "A região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e os prédios ali construídos não respeitam a legislação em vigor", descreveu o órgão.

A administração municipal ainda comunicou que a área seria dominada pela milícia. Em razão disso, "os técnicos da fiscalização municipal necessitam do apoio da Polícia Militar para realizar operações no local". 

Os prédios estão localizados na subzona A-43 do Decreto 3046/81, que disciplina a ocupação do solo na região, onde são adotados os parâmetros da ZR-1 do Decreto 322/76 (lei do Zoneamento Urbano na cidade do Rio de Janeiro), que permite apenas construções unifamiliares. "Na Muzema, as construções não obedecem aos parâmetros de edificações estabelecidos, como afastamento frontal, gabarito, ocupação, número de unidades e de vagas", argumentou a prefeitura carioca. 

Fortes chuvas 

A zona Oeste do Rio de Janeiro foi uma das mais atingidas pelas recentes chuvas. O temporal na capital Fluminense deixou 10 pessoas mortas e alagou diversos bairros. A cidade chegou a ficar em "estágio de crise" por mais de 30 horas

De acordo com a Defesa CIvil, foram recebidos 1.025 chamados desde às 17h de segunda-feira, até as 18h20min de quarta-feira. Até o momento, foram realizadas 128 interdições de imóveis em decorrência das chuvas. Entre os pedidos de atendimento, estão vistorias em área de deslizamento de encosta e barranco, desabamento de estrutura e ameaça de desabamento. 

Ao todo, 59 sirenes soaram em 36 das 103 comunidades de alto risco geológico monitoradas pelo sistema de alertas sonoros da cidade para chuvas fortes nos últimos dias. Não houve acionamentos na quarta-feira — as sirenes são acionadas pela Defesa Civil municipal após monitoramento e avaliação dos índices críticos de chuva por meteorologistas do Sistema Alerta Rio.