Descarte correto de máscaras reduz chance de contaminação da Covid-19

Descarte correto de máscaras reduz chance de contaminação da Covid-19

Desde o começo da pandemia, EPI é uma das principais medidas de proteção contra o vírus

Taís Teixeira

O descarte correto desses utensílios é fundamental para reduzir a transmissão do vírus da Covid-19

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A pandemia da Covid-19 transformou as máscaras descartáveis em um item indispensável e universal, atuando como uma das principais medidas de proteção ao formar uma barreira física que evita a liberação de gotículas no ar quando há tosse, espirros e até mesmo durante conversas. Mas como a própria denominação indica, é descartável, ou seja, não é permanente e tem tempo de uso limitado. Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), há um conjunto de regras estabelecido pela Diretoria Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).  O descarte correto desses utensílios é fundamental para reduzir a transmissão do vírus da Covid-19.

O DMLU alerta, conforme orientações dos órgãos de saúde, que em domicílios onde há casos suspeitos ou confirmados de coronavírus os resíduos devem ser descartados na Coleta Domiciliar (para orgânicos e rejeito), em sacos duplos, fechados com lacre ou nó, com até dois terços de sua capacidade preenchida. "As máscaras também devem ser descartadas na Coleta Domiciliar em qualquer situação, mesmo que a pessoa não tenha sintomas da doença. É importante salientar que esses resíduos não devem ser dispostos em hipótese alguma na Coleta Seletiva para não expor os triadores ao risco de contaminação, pois o serviço encaminha os materiais às Unidades de Triagem para posterior reciclagem", enfatizou o Diretor-geral do DMLU, Paulo Marques.

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O infectologista do Hospital Cristo Redentor, do Grupo Hospitalar Conceição, Luciano Lunardi, esclareceu o motivo pelo qual as máscaras utilizadas por pacientes com Covid não devem ser colocadas no lixo reciclável. “Se a máscara estiver com uma alta carga viral ativa, o reciclador que manusear esse material tem risco de se contaminar”, reforçou. Além disso, o médico explicou como deve ser o manejo adequado de liberação desse material. “De preferência, deve ser envolvido em um saco plástico e colocado no lixo do banheiro, que irá para o lixo orgânico”, destacou.

Mesmo que o destino dos resíduos sólidos seja o aterro sanitário, é importante que o material contaminado não vá direto para o lixo. “Caso alguém mexa no lixo desse local e esse material estiver com grande quantidade de vírus ativa, há o risco de contaminação, mas é menor do que se estiver no reciclável”, enfatizou.

No hospital, com a pandemia, essas máscaras são colocadas em um local específico de material infectado. Lunardi ressaltou que cada trabalhador do hospital usa uma máscara por turno. “Não há um prazo estabelecido de duração, mas se orienta a troca quando estiver úmida, rasgada ou suja”, aconselhou.

Na rua, a orientação é a mesma. Descartar a máscara no local indicado para lixo orgânico, de preferência, embalada por um saco plástico.


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