Discussão da importância das energias renováveis no RS precisa ser permanente

Discussão da importância das energias renováveis no RS precisa ser permanente

Desafios requerem um debate sobre a margem de crescimento deste mercado

Felipe Faleiro

Complexo Eólico de Cidreira

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Discutir a importância das energias renováveis para o fomento econômico do Rio Grande do Sul é algo que precisa ser permanente, segundo afirma especialistas relacionados ao setor. Os desafios causados por fatores locais, como as mudanças climáticas e o aquecimento global, e externos, tais como a guerra entre Rússia e Ucrânia, requerem um debate sobre a margem de crescimento deste mercado, considerando a variedade de fontes possíveis de serem utilizados para sua geração.

“O momento é bastante propício de termos estas discussões. O crescimento da matriz renovável acabou parando por um tempo, mas a infraestrutura está aumentando agora. Temos um aumento de possibilidade de conexões que supera 8 mil megawatts, que em grande parte vão ser atendidas pela energia renovável”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia RS), Guilherme Sari.

O sindicato congrega tecnologias de geração energética por meio de bioenergias, eólica, solar, hídrica, maremotriz, geotérmica e com o uso do hidrogênio verde. Na visão de Sari, a necessidade da transição energética é acelerada por meio dos pontos anteriormente citados. “É preciso pensar diferente, como no aspecto da descarbonização”. A preservação do meio ambiente é um dos principais aspectos favoráveis à adoção de energias renováveis, segundo ele.

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No próximo dia 7 de julho, o Correio do Povo promove o Fórum de Energias Limpas, com a participação de Sari, que integrará um painel sobre energias renováveis no Rio Grande do Sul junto ao secretário Estadual da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, e será moderador de outro, sobre hidrogênio verde. A respeito da participação do Estado no papel do desenvolvimento destas energias, Sari aponta que há um diálogo contínuo entre poderes público e privado, a fim de ampliar o mercado deste setor.

“O secretário Artur é um grande conhecedor do setor de energia. Participou bastante destas discussões sobre as linhas de transmissão, e é um grande parceiro para nós. Temos estas pautas em conjunto, e principalmente o Estado compreende a importância do que precisamos fazer para um futuro plano de energias renováveis, para realmente atendermos a esta demanda existente”, afirma o presidente do Sindienergia-RS.


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