Em 12 dias, Campanha de Vacinação contra a gripe imunizou cerca de 130 mil no Rio Grande do Sul
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Em 12 dias, Campanha de Vacinação contra a gripe imunizou cerca de 130 mil no Rio Grande do Sul

Grávidas e crianças entre seis meses e seis anos tiveram exclusividade nas primeiras datas da ação

Por
Correio do Povo

Nesta segunda, ocorreu ampliação dos grupos beneficiados pela imunização

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Nos primeiros 12 dias de implementação, atendendo exclusivamente grávidas e crianças entre seis meses e seis anos, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe imunizou cerca de 130 mil pessoas no Rio Grande do Sul das 3,79 milhões elegíveis, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O órgão estima que existam 106 mil gestantes no Estado, das quais aproximadamente 21,5 mil (20,5%) já foram vacinadas. No outro grupo, foram 108 mil (15% do total da faixa etária). A meta é alcançar 90% de cada um dos públicos.

• Campanhas buscam elevar cobertura vacinal no Brasil

Esses grupos foram priorizados este ano porque foram os que menos se vacinaram em 2018, puxando para baixo a média de cobertura no Estado no ano passado, que fechou em 85%. As crianças – na época imunizadas até 5 anos – tiveram índice de 67%, enquanto nas grávidas o resultado ficou em 72%. O Ministério da Saúde trabalha com o objetivo de levar 58 milhões de pessoas aos postos de vacinação em todo o país até o dia 31 de maio. Para isso, enviou aos estados 63,7 milhões de doses.

Não há contraindicação em se fazer mais de uma vacina juntamente com a da gripe, tanto em crianças como em gestantes. No calendário infantil, estão previstas 12 vacinas. Às gestantes, recomenda-se a aplicação das vacinas contra a hepatite B e a tríplice bacteriana (ou dTpa), que previne contra difteria, tétano e coqueluche.  

Nesta segunda-feira, o programa passa a ser ampliado a idosos, profissionais da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, presidiários e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Até 23 de março, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é a influenza A H1N1, com 162 ocorrências e 41 mortes. 

Indígenas

Nesta terça, será aberto o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, uma estratégia da Organização Panamericana de Saúde (Opas) para intensificar e melhorar a cobertura vacinal desta população, além de aumentar a vigilância epidemiológica de doenças que podem ser evitadas por intermédio de imunização. Ao todo serão 26 aldeias inseridas no Polo Base de Porto Alegre, de um total de 140 existentes no Estado. As demais serão vacinadas conforme calendários dos municípios e das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena. Serão 23 mil beneficiados.

Em todo o Brasil, a intensificação da vacinação é realizada junto à campanha contra a Influenza nas áreas indígenas. Durante 10 dias serão realizadas, além da vacinação, atividades de vermifugação, avaliação da saúde bucal, do estado nutricional e do crescimento e desenvolvimento das crianças menores de cinco anos. O acompanhamento de idosos e deficientes, triagem de doenças crônicas em adultos, rodas de conversa para orientações específicas também são atividades previstas.