Em primeira assembleia, rodoviários da Carris decidem por greve geral na sexta-feira em Porto Alegre

Em primeira assembleia, rodoviários da Carris decidem por greve geral na sexta-feira em Porto Alegre

Nova reunião à tarde poderá consolidar paralisação ainda maior na Capital

Eduardo Andrejew

Em primeira assembleia, rodoviários da Carris decidem por greve geral na sexta-feira em Porto Alegre

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Mobilizados desde a madrugada desta quinta-feira contra o projeto de privatização da Carris, os rodoviários da empresa realizaram na manhã de hoje uma primeira assembleia, em que foi definida uma greve geral a partir desta sexta-feira até que o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, retire a proposta de desestatização da companhia. No entanto, uma segunda reunião, agendada para o turno da tarde, poderá consolidar a decisão por uma paralisação ainda maior na Capital. 

Inicialmente, uma caminhada da rua Albion, onde fica a sede da Carris, até o viaduto São Jorge, na avenida Bento Gonçalves, estava marcada, mas ela deve ser realizada em um outro dia. 

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O protesto de hoje começou por volta das 3h, com os rodoviários presentes em frente à casa da Carris. Conforme o acordo feito com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), apenas 65% da frota da empresa poderá circular nesta quinta-feira. O primeiro carro só saiu às 4h37min, mais de 30 minutos após o horário normal.

Os coletivos que deixaram a garagem da empresa saíram com tarjas pretas no vidro dianteiro, simbolizando o luto pelo projeto que quer privatizar a Carris. Além disso, os motoristas usaram máscaras pretas em protesto à iniciativa da prefeitura da Capital. 

De acordo com o vice-presidente da Comissão dos Funcionários da Carris, Marcelo Weber, vão operar hoje entre 100 e 110 carros hoje. Além disso, grupos de funcionários se dirigiram até os terminais Triângulo, na avenida Assis Brasil, e Azenha, e no Parada da Igreja São Jorge, colhendo assinaturas da população para um abaixo-assinado contra a proposta de desestatização da empresa. Atividade também contou com a presença de representantes de movimentos sociais.

Os funcionários começaram o dia ainda sob o impacto da aprovação do projeto de lei 016/21, que extingue gradativamente a função dos cobradores. Em sessão tensa, a Câmara Municipal aprovou a proposta do Executivo por 21 votos a 12.


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