Encontro discute ações empresariais para encarar impactos da pandemia no Rio Grande do Sul
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Encontro discute ações empresariais para encarar impactos da pandemia no Rio Grande do Sul

Diretor financeiro do Badesul, Kalil Sehbe, esteve presente no webinar

Por
Christian Bueller

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Fazer o dever de casa e saber quão curto está o tamanho do cobertor. Esta foi a mensagem durante o webinar “Os Desafios para Transcender a Crise”, promovido pela empresa de consultoria Tarvos Partners. O diretor financeiro do Badesul, Kalil Sehbe Neto, e fundador da Allcon Consultoria de Resultados, Clóvis Lumertz, foram os convidados do sócio e diretor de Estratégia de Negócios dos anfitriões do evento, Sérgio Bica.

Para Sehbe Neto, a pandemia obrigou as empresas a realizarem ações de gestão interna, independente de serem públicas ou privadas. “É preciso se adequar, como no caso do teletrabalho, ver se os funcionários estão prontos. Vínhamos de uma rotina de acompanhamento de processos que passou a ser eletrônico. Vivemos um problema emocional, além da Covid-19 em si, as pessoas não sabem como será o mercado”, diz o diretor do Badesul. Segundo ele, é na adversidade que se cresce e o banco de fomento buscou esse caminho. “Tínhamos 660 contratos que pusemos incluir em algum tipo de negociação. As de empresa, que eram R$ 386 milhões em contratos, conseguimos negociar R$ 47 milhões, ou seja, 425 contratos. Dos 241 contratos que representavam R$ 71 milhões, conseguimos negociar R$ 15 milhões”, informou.

Já o presidente da Allcon Consultoria de Resultados, deu três dicas para as empresas que estão precisando se adaptar ao “novo normal” proposto pelos impactos da pandemia. “Na verdade,  esse ‘novo’ já acontecia com algumas empresas, que já estavam combalidas. Primeiro, é preciso revisar o que estava sendo feito. Depois, perceber se é preciso um reposicionamento no setor. Mas, também, é importante reforçar os acertos e mantê-los porque isso faz parte da construção da história da empresa”, sugeriu Lumertz.


Para Lumertz, muitas empresas que foram sugadas pela pandemia tiveram que buscar planos de contingência para que obtivessem sobrevivência. “Não podemos esquecer daquela famosa frase ‘A cultura engole a estratégia no café da manhã’. Mas muitas não tinham nenhuma estratégia. E estratégia precisa de coerência. É preciso construir um modelo de execução”, ensina.