Entidades apostam na flexibilização dos protocolos variáveis nas regiões

Entidades apostam na flexibilização dos protocolos variáveis nas regiões

Decreto estadual com novo monitoramento da pandemia já foi publicado pelo governo do RS

Christian Bueller

Melo diz que a ampliação do funcionamento dos setores será feita de forma responsável e rigorosa fiscalização

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A possibilidade de flexibilizar os protocolos de atividades variáveis em cada região é a mais destacada por entidades que representam serviços no Rio Grande do Sul após a consolidação do sistema de 3As do distanciamento controlado decretado pelo governo do Estado.

As prefeituras abrangidas pelo Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana (Granpal) seguirão as regras estabelecidas até que possam construir protocolos próprios de funcionamento de atividades em suas cidades. Conhecido defensor da cogestão, o prefeito de Porto Alegre e presidente da entidade, Sebastião Melo, diz que a ampliação do funcionamento dos setores será feita de forma responsável e rigorosa fiscalização.

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O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch, aposta em um comércio com horário ampliado, o que, segundo ele, levaria mais clientes aos estabelecimentos sem risco de aglomeração. “Os prefeitos são os entes públicos que melhor conhecem a realidade de seus municípios. Nos parece que o governo estadual acerta em ampliar a participação desses gestores na definição de como cada cidade e cada região vai administrar o controle da pandemia”, ressalta.

Para Koch, “conciliar os cuidados com a saúde e limitar o mínimo possível a economia são ações que podem ajudar o RS a retomar seu crescimento e evitar o agravamento da crise social do Estado”.

Estabelecimentos de gastronomia e hotelaria foram diretamente impactados pelas restrições criadas a fim de evitar a propagação da Covid-19 desde o ano passado. O presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região, Henry Chmelnitsky, acredita que o novo modelo irá simplificar as normas e gerar mais autonomia. “Enfrentar esta pandemia é um desafio constante e coletivo, por isso não podemos ficar parados no tempo, precisamos avançar e nos adequar às mudanças. Este novo modelo trará mais flexibilização para cada região, o que pode refletir positivamente na economia. Contudo, é importante reforçar que a sociedade precisa fazer a sua parte, tomando os cuidados necessários e respeitando os protocolos. Sem esta consciência, nenhum modelo funciona”, ponderou.

Setor de alimentação

A Associação de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel-RS) vê com bons olhos a mudança por um modelo que dá mais liberdade aos prefeitos decidirem de acordo com suas características demográficas e econômicas. O retorno do buffet com autosserviço é uma costumeira demanda dos próprios consumidores. Mas a presidente da entidade, Maria Fernanda Tartoni, vê necessários alguns ajustes sobre o limite de ocupação, que é de 40% da lotação, e mesas com grupos de até 5 pessoas.

“Prejudica nosso faturamento, o ideal seria algo acima da metade da capacidade, respeitando as regras de distanciamento entre as pessoas”. A proibição do happy hour foi criticada por Maria Fernanda. “Como não pode clientes em pé, limite de poucas pessoas por mesa e sem música alta, não tem sentido. Com essas restrições, o happy hour acaba sendo uma forma de chamar o público mais cedo para os bares e restaurantes”, lembrou.

Vacinação para profissionais da Educação

Enquanto o pedido de vacinação de profissionais de escolas por parte do Estado não é aceito no Supremo Tribunal Federal (STF), o Cpers/Sindicato continua contra a volta das aulas presenciais. “O nosso entendimento é público e está em consonância com especialistas, incluindo aqueles que faziam parte do Comitê Científico extinto pelo Estado: o fim do Sistema de Distanciamento Controlado não possui qualquer relação com a realidade da pandemia no Rio Grande do Sul”, diz trecho da nota.

Para o Cpers, a mudança do sistema foi uma alternativa encontrada pelo governo “para burlar a decisão judicial e forçar a abertura de escolas, priorizando interesses de grupos privados no lugar da proteção à vida”.

 


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