Entidades concordam que Plano Diretor de Porto Alegre precisa ser revisto

Entidades concordam que Plano Diretor de Porto Alegre precisa ser revisto

Segundo conselheiro do CAU, Capital é uma das cidades mais feias do país

Claudio Isaías

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O Plano Diretor de Porto Alegre precisa ser revisado e o seu conceito completamente modificado. A avaliação é do conselheiro Alberto Fedosow Cabral, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) que participou do debate “A revisão do Plano Diretor e o Futuro da Cidade de Porto Alegre” na sede da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), no Centro de Porto Alegre nesta quinta. “Hoje se fala muito mais em sustentabilidade, no sentido de inclusão da população na cidade e de melhorias no transporte público”, destacou.

Segundo Cabral, Porto Alegre precisa hoje de um Plano Diretor mais flexível e muito mais inteligente do que é hoje. “Precisamos de cidades mais confortáveis em todos os sentidos. Porto Alegre é uma das cidades mais feias do país. O Plano Diretor não possibilita que a cidade possa ser bonita por mais força que os arquitetos tenham vontade de fazer”, acrescentou.

Já o assessor técnico do Sindsucon, Antônio Carlos Zago, disse que o Plano Diretor precisa ser reavaliado urgentemente.
“O que vivemos hoje na cidade é o que pensamos no passado. As cidades da Região Metropolitana cresceram e desenvolveram além dos índices de Porto Alegre por causa do refelexo direto da legislação o que não acontece na Capital”, destacou.

De acordo com o Zago, é preciso discutir temas como o replanejamento das habitações nas cidades, o local de trabalho próximo da moradia e a questão da mobilidade urbana. “Todas essas inovações fazem parte de um Plano Diretor e precisamos debater essas propostas para o futuro de Porto Alegre”, ressaltou.

Segundo Patrícia da Silva Tschoepke, supervisora de Desenvolvimento Urbano da Secretaria Municipal de Urbanismo, o Plano Diretor de Porto Alegre está desatualizado e existem novas tendências. “O mundo está completamente diferente e existem questões que não estão bem resolvidas no Plano como a priorização do pedestre”. Segundo ela, um exemplo é que o Plano Diretor prioriza hoje o veículo. “Na revisão teremos um olhar mais para a ocupação do espaço público pelos pedestres”, acrescentou.

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