Entidades de saúde anunciam saída de Conselho Municipal da Covid-19 por falta de diálogo

Entidades de saúde anunciam saída de Conselho Municipal da Covid-19 por falta de diálogo

Setores alegam falta de embasamento científico para decisões e preponderância de instituições empresariais em Porto Alegre

Correio do Povo

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Uma parte das instituições que compõe o Comue-Covid (Conselho Multissetorial para o Enfrentamento da Covid-19) de Porto Alegre anunciou seu desligamento, nesta segunda-feira. As entidades, como Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul, Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul e Conselho Municipal de Saúde alegam não conseguirem apresentar propostas de forma efetiva e a preponderância de representantes empresariais no Comue.

Em nota, as entidades frisam que o conselho "está sendo esvaziado pela falta de diálogo por parte da prefeitura". O comunicado salienta, também, a "inexistência de um comitê científico que subsidie a tomada de decisões e a falta de parâmetros e indicadores de saúde e epidemiológicos e de propostas por parte dos gestores em saúde para discussões em plenário".

Conforme os representantes das categorias de saúde, foi alegada a necessidade de reforçar e aumentar as medidas restritivas e de mais empenho de comunicação para distanciamentos e não aglomerações por parte da sociedade, mas não obtiveram retorno. “Não podemos ser coniventes com a forma como vem sendo conduzida a gestão da maior crise sanitária dos últimos cem anos”, diz trecho do documento.

Após pedido de manifestação, a prefeitura informou que avaliará pronunciamento sobre o Comue nesta quarta-feira. Depois de assumir a Granpal, nesta terça, o prefeito Sebastião Melo salientou que pretende manter as cidades da Região Metropolitana abertas "de segunda a segunda". É essa intenção que ele manifestará em encontro com o governador Eduardo Leite.

Os signatários da carta destacam também a falta de participação no conselho de representantes das secretarias de Assistência Social, Trabalho e Renda e Educação, o que indica a não priorização da proteção social das populações mais vulneráveis. O documento foi assinado pelo Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul, pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul, pelo Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre e pelas Centrais Sindicais do Rio Grande do Sul: CGTB-RS, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, CSB e Fórum pelos Direitos e Liberdades Democráticas.


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