EPTC promove ação educativa para motociclistas em Porto Alegre

EPTC promove ação educativa para motociclistas em Porto Alegre

Base de dados identifica os condutores como principais vítimas no trânsito da Capital

Taís Teixeira

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Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foram às ruas do Centro de Porto Alegre para executar o programa Motociclista Seguro, ação de cunho educativo que visa conscientizar os motociclistas sobre a responsabilidade de cuidar da própria segurança. A ação ocorre nesta quarta-feira até às 16h, percorrendo os locais de mais concentração dos condutores, como o Largo Glênio Peres, Rua General Câmara, Rua 7 de Setembro, Rua Cassiano de Nascimento, Rua José Montaury.

Com base nos dados do Programa Vida no Trânsito (PVT), que identificou os motociclistas como as principais vítimas no trânsito de Porto Alegre, estes condutores são convidados a fazer uma revisão gratuita na moto e também recebem orientação quanto ao uso correto do capacete (fixação da cinta jugular) e a importância dos equipamentos de uso obrigatório.

O agente de fiscalização de Trânsito e Transporte da EPTC, Denis Andrade Pereira, destacou que a ação tem o viés educativo. “Não atuamos apenas na fiscalização, mas também, na conscientização”, relatou. Há 11 anos atuando na EPTC, o agente ressaltou que essa iniciativa é proveniente das informações do PTV, que consolidou resultados preocupantes. “Os motociclistas estão, junto com idosos e crianças, entre os públicos mais frágeis no trânsito, sendo que estão em grande número envolvidos em acidentes com ferimentos e também com óbitos”, explicou.

Vulnerabilidade no trânsito

Motoboy há cinco anos, Leandro da Silva Martins, 26 anos, disse que é muito difícil conduzir moto nas ruas de Porto Alegre. “Os motociclistas não têm espaço no trânsito”, enfatizou. Martins está se recuperando de um acidente em 7 de novembro. Na ocasião, ele fraturou duas costelas. “O motorista ultrapassou o sinal vermelho e me atingiu”, contou. Ele também relatou que há poucas horas quase se envolveu em outra ocorrência. “Eu estava na faixa e um carro invadiu e quase me derrubou”, esclareceu.

Renato Dutra Gonçalves, 40 anos, atua como motoboy há um ano, mas sempre dirigiu moto. “O único acidente que tive foi em 2003”, lembrou. Hoje, usando o veículo como meio de trabalho, notou que o motociclista está em uma situação de mais vulnerabilidade. “O trânsito em si já é um lugar muito complicado e de desrespeito, e com os motociclistas é ainda pior”, avaliou. Gonçalves entende que os condutores de carros não olham os espelhos e que isso faz com que “fechem” as motos. “Sou casado e tenho dois filhos, sempre é uma preocupação se vou ou não voltar para casa”, enfatizou.

O programa Motociclista Seguro faz parte do cronograma de atividades e ações educativas que serão realizadas pela Escola Pública de Mobilidade durante a semana de Natal. Junto das atividades educativas sobre a mobilidade, que ocorrem com crianças, idosos, motociclistas e pedestres, o projeto No Natal, o presente é a Vida será levado a instituições sociais cadastradas na prefeitura.


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