"Esperamos não adotar quarentena total em nenhum local", diz Saúde

"Esperamos não adotar quarentena total em nenhum local", diz Saúde

Secretário de vigilância sanitária afirma que medida “amarga” é a última a ser adotada porque “causaria impactos econômicos expressivos”

R7

Wanderson Oliveira reforçou importância do isolamento social como medida de combate ao novo coronavírus

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O secretário de vigilância sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, disse neste sábado que a pasta ainda não recebeu o pedido de nenhum município para adotar a quarentena total, o chamado lockdown, que inclui bloqueio de entrada e saída das regiões, como alternativa para minimizar os efeitos do coronavírus no Brasil.

“Creio que cada localidade vai adotar essa medida para que seja a mais curta possível, porque é uma medida muito amarga, que causa impactos econômicos bastante expressivos. Esperamos não ter que adotar a medida em nenhum local do País”, afirmou ele.

Oliveira destaca ainda que não seria eficaz adotar o isolamento total de determinada população no pico da curva de infecções pelo vírus. "O crescimento da doença é exponencial, porque ela vai se multiplicando e chega em um ponto da curva em que não vai ser adequado fazer o lockdown porque a transmissão já está determinada na região", observa.

 De acordo com Oliveira, nenhum local no Brasil adotou medidas para impedir o trânsito de pessoas e veículos. "No bloqueio total, eu coloco polícia na saída de uma cidade ou de um bairro. Não tivemos ainda em nenhum espaço brasileiro”, explicou ele.

 Para o secretário de vigilância sanitária, o momento exato para adotar o lockdown “é bastante complexo” e deve levar em conta a quantidade de leitos ainda disponível para atender pacientes com a covid-19. “As medidas farmacológicas devem ser adotadas de acordo com o cenário epidemiológico da região afetada e nós apoiamos nessa reflexão”, disse.

Oliveira relata ainda que o isolamento total é a última medida a ser adotada, depois do distanciamento social ampliado com a manutenção dos serviços essenciais e do distanciamento social dos grupos de maior risco.

Na avaliação do secret[ario, o momento atual não é de se pensar em lockdown, mas no distanciamento social, na lavagem das mãos com frequência e no uso de máscaras para se proteger contra o vírus.

Na avaliação do secretário, o momento atual não é de se pensar em lockdown, mas no distanciamento social, na lavagem das mãos com frequência e no uso de máscaras para se proteger contra o vírus. “As medidas de higiene e etiqueta social são as mais eficientes neste momento”, alertou.

Com 1.124 mortes e 20.727 casos confirmados da covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que as localidades que exigem maior atenção neste momento são Manaus (AM), São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.


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