Estudo da Feevale identifica pacientes por duas linhagens diferentes da Covid-19

Estudo da Feevale identifica pacientes por duas linhagens diferentes da Covid-19

Foram selecionadas 92 amostras de pessoas de 40 cidades

Rádio Guaíba

Segundo o estudo, a análise do genoma ajuda a entender melhor a dinâmica do vírus

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Pesquisadores do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, identificaram casos de reinfecção e coinfecção em pacientes com Covid-19 no Rio Grande do Sul. O estudo, divulgado nesta terça-feira, caracterizou cinco linhagens diferentes circulando em território gaúcho. Uma delas, considerada nova, é denominada VUI-NP13L. Também foram constatados dois casos de coinfecção, que é uma infecção simultânea por vírus com genomas diferentes em uma mesma pessoa.

Foram selecionadas 92 amostras de pessoas de 40 cidades, com faixa etária de 14 a 80 anos, sendo 50% homens e 50% mulheres, com sinais clínicos da doença e possível contato com outros casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. O trabalho teve apoio do Laboratório de Bioinformática (Labinfo) do Laboratório Nacional de Computação Científica de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Segundo o estudo, a análise do genoma ajuda a entender melhor a dinâmica, a estrutura populacional e as cadeias de transmissão locais do vírus. Os pesquisadores chamaram a atenção para a possibilidade de dispersão para outros Estados e países vizinhos, já que a Região Metropolitana de Porto Alegre concentra o maior número de casos de linhagens diferentes.

Disseminação generalizada de uma mutação recentemente identificada no Rio de Janeiro também foi encontrada em solo gaúcho. “Isso é preocupante, pois sabe-se que essa mutação pode estar associada a um escape de anticorpos formados contra outras linhagens do vírus. É mais uma evidência que essas novas linhagens podem causar problemas mesmo em pessoas que já tenham uma imunidade prévia contra o Sars-Cov-2”, afirmou o coordenador do estudo, Fernando Spilki. Em relação à coinfecção, o pesquisador explicou que a mistura de genomas de diferentes vírus é um dos fenômenos que está na base da evolução de coronavírus.


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