Estudo revela queda na população de tubarões de recife

Estudo revela queda na população de tubarões de recife

A análise de quatro anos usou mais de 15.000 câmaras de iscas manejadas por um controle remoto para obter a primeira avaliação completa dos lugares

AFP

Resultados extraídos de análises de cerca de 370 recifes em quase 60 países são alarmantes

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Um estudo mundial sem precedentes revelou um surpreendente declínio no número de tubarões de recife, com estes predadores "funcionalmente extintos" em quase 20% dos sítios analisados.

A análise de quatro anos usou mais de 15.000 câmaras de iscas manejadas por um controle remoto para obter a primeira avaliação completa dos lugares em que os tubarões de recife crescem e em quais eles são praticamente inexistentes.

Os resultados extraídos de cerca de 370 recifes em quase 60 países são alarmantes, declarou o autor principal do estudo, Aaron MacNeil. "Esperávamos que haveriam tubarões em todos os recifes do mundo e encontrar que em 20% dos recifes examinados não tem nenhum tubarão é muito preocupante", declarou em uma coletiva de imprensa.

Os recifes analisados em oito países, incluindo Catar, Índia, Vietnã e Quênia, não foram detectados tubarões. Essas descobertas não significam que não haja tubarões nas águas desses países, mas são um sinal de que seu número nos recifes está criticamente baixo.

"Estas nações são lugares onde dizemos que os tubarões de recife não participam de nenhum papel em seu ecossistema e estão funcionalmente extintos", afirmou MacNeil, professor associado na Universidade de Dalhousie, no Canadá.

O estudo, publicado na quarta-feira na revista Nature, alerta que as práticas destrutivas de pesca são as causas mais prováveis dessas perdas. "O uso de redes de emalhar e palangres teve a maior influência negativa sobre a abundância relativa de tubarões", destaca o estudo.

A pesquisa, respaldada pelo projeto Global FinPrint, foi motivada pela escassez de informação geral sobre as populações de tubarões em áreas próximas das costas.

No passado, os pesquisadores se baseavam no exame de registros ou medições visuais realizados por mergulhadores. Ambos os métodos apresentam defeitos e produzem resultados que são difíceis de se comparar, disse MacNeil à AFP.


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