Ex-mendigo defende uso do caso para ganhar fama: "Deixem as pessoas viverem suas vidas"

Ex-mendigo defende uso do caso para ganhar fama: "Deixem as pessoas viverem suas vidas"

Givaldo se defendeu das críticas de que está se aproveitando de uma tragédia para lucrar

R7

Givaldo se defende de acusações sobre caso

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O ex-morador de rua Givaldo Alves, 48 anos, publicou um novo vídeo nas redes sociais em que se defende da acusação de que está se aproveitando de uma tragédia para lucrar. Ele se tornou conhecido após ter sido agredido pelo personal trainer Eduardo Alves, que flagrou a mulher fazendo sexo dentro de um carro com Givaldo em Planaltina, no Distrito Federal. Segundo laudo obtido pelo R7, ela estava em surto psicótico.

Após a repercussão do caso, Givaldo Alves, com apoio de uma equipe especializada em comunicação digital, passou a usar intensamente as redes sociais. Em fotos e vídeos, ele ostenta uma vida luxuosa. O caso segue em investigação sob sigilo. O personal acusa Givaldo de estupro.

"O outro lado também está aproveitando o hype como digital influencer para se promover. Acho certíssimo, muito bom, maravilhoso. Não critiquem. Deixem as pessoas viverem suas vidas", disse o ex-morador de rua. "Por que não fazer dessa tragédia toda, que já é passado, algo bom? Algo que possa ajudar as pessoas: a nós e a outros", questionou. 

O personal trainer Eduardo Alves e a mulher dele, Sandra Mara, também passaram a fazer divulgação nas redes sociais com a repercussão do episódio. Sandra estava internada até a semana passada na ala psiquiátrica de um hospital do DF. Ao sair, ela criou um perfil no Instagram e se pronunciou pela primeira vez sobre o caso. A conta tinha, até o fim da manhã deste domingo (1º), 284 mil seguidores. 

Na Justiça

O Instagram desativou a conta principal de Givaldo após denúncias contra o ex-morador de rua. A Justiça de São Paulo negou na quinta-feira o pedido de liminar para que a conta fosse reativada. O perfil tem 477 mil seguidores. Ele entrou com ação em que pede a restituição do acesso e R$ 6 mil por danos morais à empresa por ter desativado sua conta na rede social. De acordo com a juíza Mônica Soares Machado, "o direito de acesso e uso das mídias sociais deve observar as normas de conduta da plataforma digital".

A conta era usada para postar fotos e vídeos da nova vida de Givaldo, que agora trabalha como influenciador digital e ganhou o apelido de "mendigo do amor" na internet. "Cabeças vão rolar. Aguardem. Já que derrubaram minha conta lá no vizinho (Instagram), vou tirar uma folga até voltar", postou Givaldo no TikTok, página que tem mais de 727 mil seguidores e 3,7 milhões de curtidas, quando sua conta foi desativada.

Primeira manifestação

A esposa do personal trainer que agrediu o ex-morador de rua Givaldo Souza, de 48 anos, se manifestou pela primeira vez após receber alta do Hospital Universitário de Brasília na quarta-feira. Sandra Mara, de 33 anos, usou as redes sociais para agradecer às pessoas pelo apoio que ela e a família receberam após o suposto caso de estupro.

"Fui vítima de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui tachada como uma mulher qualquer, uma mulher promíscua, uma mulher com fetiches, uma traidora", escreveu. "Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu não escolhi ter um surto, eu não escolhi ter sido humilhada, eu não escolhi ter minha vida exposta e devastada", arrematou.

Sandra diz ainda que levou o caso à Justiça e que vai "lutar pelos direitos das mulheres". "Nunca faltei com respeito com ninguém e não merecia ser tratada como uma qualquer, e, principalmente, ter sido usada como objeto de prazer durante delírios e alucinações que confundiram minha mente e me colocaram num contexto nojento e sórdido."

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Em entrevista exclusiva à Record TV na quinta-feira, ela afirmou que sofreu diversos ataques pela internet e que, somente após deixar o hospital onde fez tratamento psiquiátrico, teve ideia da dimensão que o caso tomou no país. Sandra revela que foi diagnosticada com transtorno bipolar afetivo e que se encontrou com Givaldo durante um surto psicótico. Ela, que tinha uma loja de roupas, afirmou que foi obrigada a fechar o estabelecimento após receber ataques pela internet.

Relembre o caso

A situação ocorreu em 9 de março, em Planaltina, no Distrito Federal. O personal trainer Eduardo Alves, 31 anos, flagrou a mulher dentro de um carro mantendo relações sexuais com Givaldo Alves de Souza, de 48 anos, que estava em situação de rua. Em ataque de fúria, o personal agrediu Givaldo. A cena foi filmada por câmeras de segurança. 

Diante da gravidade das agressões, Givaldo foi levado para o Hospital Regional de Planaltina, onde permaneceu por três dias. Após a recuperação, ele foi levado para um abrigo em Ceilândia. Em seguida, Sandra foi internada em uma unidade psiquiátrica pública no DF.

Dias após o caso ser divulgado na imprensa, Givaldo foi elevado ao status de subcelebridade e passou a ostentar uma vida luxuosa nas redes sociais. Durante o Carnaval, o ex-morador de rua esteve no camarote da Sapucaí e foi flagrado em carro de luxo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ele chegou a dizer, em entrevista à Record TV, em 15 de abril, que era grato pela mudança de vida após o caso em que acabou agredido pelo personal, em março. No entanto, se arrepende do que aconteceu, sobretudo devido ao estado de saúde da mulher.


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