Fórum de Energias Renováveis em Porto Alegre começa com palestra sobre como pensar o futuro

Fórum de Energias Renováveis em Porto Alegre começa com palestra sobre como pensar o futuro

Evento é promovido pelo Correio do Povo no Imed

Christian Bueller

CEO da W Futurismo, Jaqueline Weigel

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"O futuro é verde. A transição para um mundo verde não é uma opção. O meio ambiente é a pauta". A expert em Estudos de Futuros e Neo Humanista e CEO da W Futurismo, Jaqueline Weigel, foi a palestrante de abertura do Fórum de Energias Renováveis. O evento, promovido pelo jornal Correio do Povo no Imed, em Porto Alegre, debate, nesta quinta-feira, questões referentes a diversos desafios na área energética, no Estado, país e no mundo.

Jaqueline destacou a importância de se honrar o que os antepassados fizeram, mas é preciso saber o que fazer diferente. "O futuro nunca chega e precisamos ser ágeis sempre que a condição mudar, criarmos um mundo antecipatório, não reativo", ressaltou. A futurista lembrou que o "planeta azul" se tornou vermelho, insustentável. "Cientistas internacionais se reuniram em 2009, no Centro de Resiliência de Estocolmo. Definiram nove limites planetários e detectaram que já extrapolamos quatro deles: mudanças climáticas, integridade da biosfera, mudança de uso do solo e fluxos bioquímicos”, relatou.

Segundo ela, o futuro, por ser ilimitado, deve instigar os líderes, seja nas empresas, seja no poder público, a pensarem a longo prazo. “Não vamos mudar o planeta em cinco anos. E é preciso saber onde se quer chegar. Ninguém pega um avião sem saber o destino. As pessoas esperam pelo novo normais, mas isso não existe. Há um novo real”, explica. Já para 2023, um tripé de crise já é previsto, diz Jaqueline. “Falta de alimentos, problema nas finanças e dificuldades com a energia. Mas ela, sozinha, não se sustenta. É como como um corpo, depende de outros fatores. Só fluirá se atuar juntos da cultura, educação, governo, economia, negócios e trabalho e tecnologia.

A especialista frisa que futuro se olha, tecnicamente, de trás para a frente. “É ciência, temos que explorar o que existe, mas pensando adiante. O futuro não é continuação óbvia do presente, não é planejamento estratégico como muitas empresas fazem. Mudar a forma como a gente pensa é o pior desafio para muitos”, salientou. Jaqueline projeta que PIB no mundo não vai crescer como nos últimos anos, haverá crise pós-guerra na Ucrânia e será preciso encarar as desigualdades, mas é possível mudar o cenário. “Pelo menos, 2% do trabalho do mundo migrará para o setor verde, a chamada ‘indústria suja’ já está em declínio e novas soluções surgirão. Temos que consertar, interromper e fazer diferente. Reagir não chega. É preciso criar”, finalizou.

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O evento segue durante todo dia com painéis sobre diferentes tipos de energias e seus contextos nos âmbitos regionais, nacionais e mundiais.


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