Falta de viaturas para combate a incêndios em prédios altos é histórica, afirma comandante

Falta de viaturas para combate a incêndios em prédios altos é histórica, afirma comandante

Coronel César Eduardo Bonfanti informou que um novo veículo deve ser adquirido através de licitação internacional até o fim do ano

Henrique Massaro

Bombeiros chegaram ao local de quatro a cinco minutos após o início do incêndio, disse comandante

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O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, coronel César Eduardo Bonfanti, admitiu nesta quinta-feira que as viaturas disponíveis não são as consideradas adequadas para combater incêndios em prédios altos, como o da Secretaria de Segurança Pública (SSP), de nove andares, destruído pelas chamas na noite dessa quarta-feira. Durante entrevista coletiva nesta manhã, Bonfanti afirmou que esta é uma dificuldade histórica da corporação em todo o Estado, mas informou que um novo veículo deve ser adquirido através de licitação internacional até o fim do ano. 

“É histórico que não só na nossa Capital, mas também no Estado, temos dificuldades em termos de viaturas para combate a incêndio em prédios altos”, explicou o comandante. De acordo com ele, nos últimos anos, diversos investimentos foram feitos, fazendo com que problemas do passado relacionados, por exemplo, a mangueiras e equipamentos de proteção individuais (EPIs), fossem resolvidos. “Em Porto Alegre, hoje temos sete estações distribuídas em várias regiões do município, todas com uma viatura 0 km ou semi nova, de 3 ou 4 anos de uso”, pontuou. 

Trabalho complexo

A falta de uma viatura capaz de combater o incêndio num prédio alto, no entanto, pode ter tornado mais complexo o trabalho de contenção das chamas na sede da SSP. De acordo com Bonfanti, uma licitação internacional já foi lançada e tem uma empresa vencedora para fornecer uma nova viatura ao Corpo de Bombeiros Militar. Com um investimento de R$ 8 milhões, o veículo será importado da Espanha e é esperado entre o fim de 2021 e o início de 2022.

Os bombeiros, segundo o comandante, chegaram ao local de quatro a cinco minutos após o início do incêndio. A estação Floresta, mais próxima do local, foi a primeira a chegar e logo se deslocou para o quarto andar, onde começaram as chamas, iniciando a evacuação de pessoas. “Tivemos uma dificuldade de combate a incêndio no quarto pavimento até mesmo pelas características do incêndio, que já era de grandes proporções, nossas guarnições deixaram e iniciaram o combate externo. Da mesma forma, tivemos dificuldade e isso é uma característica de todos os grandes incêndios, principalmente em prédios elevados”, explicou. 

No prédio da SSP, uma placa informa: R$ 1.166.762,32 foram investidos pelo governo do Estado nas instalações de prevenção de incêndio do edifício que acabou destruído pelo fogo. Durante a coletiva, o governador Eduardo Leite afirmou que havia, sim, um Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI), mas que ainda estava em processo de expansão. “Esse cronograma de execução previa seis meses e estava no seu segundo mês”, pontuou.  

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