Ferrari participa da criação de protótipo de respirador de baixo custo

Ferrari participa da criação de protótipo de respirador de baixo custo

Projeto contou com o aval da Fia, que autorizou atividades relacionadas à pandemia do novo coronavírus

AFP

Respirador foi concebido por integrantes de diversas divisões da Ferrari

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A escuderia italiana de Fórmula 1 Ferrari anunciou nesta quarta-feira (13) que participou na criação de um protótipo de respirador hospitalar que poderia ser produzido com baixo custo para ajudar na luta contra o coronavírus. Batizado de FI5, o dispositivo foi concebido pela emblemática escuderia em conjunto com o Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), seguindo as instruções dos hospitais de Milão e Gênova.

"Começamos a trabalhar em 21 de março e o primeiro protótipo estava pronto em 25 de abril", declarou Corrado Onorato, responsável pela inovação tecnológica da escuderia italiana, em coletiva de imprensa por videoconferência.

De acordo com Simone Resta, responsável pelo departamento de chassis da escuderia, membros de várias divisões - simulação, modelos 3D e desenho de chassis - estiveram envolvidos no projeto, que contou com o aval da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A temporada de Fórmula 1 ainda não pôde ser iniciada devido à crise internacional e as equipes estão fechadas, mas a FIA autorizou atividades relacionadas à pandemia do coronavírus.

A Mercedes, grande rival da Ferrari nos últimos anos na F1, participou de uma iniciativa semelhante no Reino Unido, colocando a serviço público no início de abril os planos de aparelhos respiratórios desenvolvidos para os serviços de saúde.

"Frente a esta trágica situação, nos encontramos diante de um problema com os respiradores. Nem todos tiveram acesso às necessidades essenciais de terapia intensiva", explicou Antonello Forgione, cirurgião do hospital Niguarda de Milão. "Refletimos sobre como inventar uma máquina que pudesse ser acessível a todos, de maneira segura, eficiente e rápida. Então contactamos a Ferrari", completou.

Dois protótipos foram desenhados e passaram a uma fase de teste. O IIT busca sócios para produção em grande escala. "Pensamos que podem ser feitos a baixo custo", garantiu Giorgio Metta, diretor científico do IIT.


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