FGV irá apurar suspeita de plágio em dissertação de novo ministro da Educação

FGV irá apurar suspeita de plágio em dissertação de novo ministro da Educação

Carlos Decotelli, que assumiu comando da pasta na quinta-feira, cursou mestrado em administração na universidade

Por
R7

Novo ministro é acusado de plágio


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A FGV (Fundação Getúlio Vargas) anunciou neste sábado (27) que irá apurar a suspeita de que o novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, tenha cometido plágio em trabalho de dissertação para a conclusão do curso de mestrado em administração na instituição.

“A Fundação Getúlio Vargas vai apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli. A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto”, diz em nota.

Decotelli assumiu o comando do Ministério da Educação na última quinta-feira (25). Ao anunciar o novo ministro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que ele é bacharel em ciências econômicas pela UERJ, mestre pela FGV, doutor pela Universidade de Rosário e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal.

O ministro apresenta, em seu currículo, o título, obtido em 2008, de mestrado profissional em administração pela FGV, com a dissertação 'Banrisul do Proes ao IPO com governança corporativa'.

No entanto, há a suspeita de trechos idênticos aos de um relatório da Comissão de Valores Mobiliários, ligado ao Ministério da Economia. Por tal razão, a FGV irá abrir sindicância para apurar os fatos expostos. 

Procurado, o MEC informou que o ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho.


"O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas. Informa também que, ainda assim, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, revisará seu trabalho e que, caso sejam identificadas omissões, procurará viabilizar junto à FGV uma solução para promover as devidas correções", acrescenta.