Fila de espera por um leito de UTI aumenta 90% em um dia em Porto Alegre

Fila de espera por um leito de UTI aumenta 90% em um dia em Porto Alegre

Com hospitais lotados e doses insuficientes de vacinas, governo endureceu medidas de restrição a partir desta quinta-feira

Gabriel Guedes

Na tarde desta quinta-feira, eram 402 leitos de UTI ocupados por pessoas com Covid-19

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Segue em elevação o número de pacientes com novo coronavírus que necessitam de tratamento intensivo em Porto Alegre. Na tarde desta quinta-feira, eram 402 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados por pessoas com Covid-19 e 52 com a suspeita da doença, num total de 454 pacientes internados. Isso corresponde a mais da metade dos 802 pacientes admitidos no tratamento intensivo nos hospitais da Capital. Ao todo, são 850 leitos disponíveis, restando 50, o que resulta numa taxa de ocupação de 95,92%. Mas de quarta para quinta-feira, o número de pessoas que estão aguardando por um leito de UTI aumentou 90%, passando de 64 para 122 em apenas um dia.

Os números do painel de informações da Prefeitura de Porto Alegre são resultado do alto índice de lotação nas instituições. A UTI do Hospital Moinhos de Vento registra ocupação de 107,58% e as dos hospitais São Lucas, Vila Nova, Restinga e Santa Ana, 100%. As instituições referência em combate ao coronavírus também atingem ocupação próxima do limite: a Santa Casa ocupa 94,12% dos leitos, o Conceição 97,33% e o Clínicas 96,93%.  

Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede privada operavam acima da capacidade máxima no Rio Grande do Sul. Com taxa de ocupação de 101,8%, até às 15 horas desta quarta-feira, eram 749 pacientes recebendo tratamento intensivo para 736 leitos disponíveis.  

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A situação nos 1.962 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) também é crítica, já que, desse total, 1.722 estão ocupados, o que significa uma taxa de lotação máxima de 87,8%. Já a ocupação máxima dos leitos SUS e privados chega a 91,6%, segundo maior índice registrado desde o início da pandemia.

Dos 2.471 pacientes internados em UTIs, em ambas as redes (pública e privada), 1.323 (53,5%) estão com diagnóstico confirmado de coronavírus, 183 (7,4%) seguiam aguardando o resultado dos exames, apesar de sentir os sintomas da doença, e 965 (39,1%) tratam outras enfermidades.  

Em relação as macrorregiões, as situações mais críticas, na tarde desta quinta-feira, em leitos de UTIs eram Vales (109,3%), Serra (95%) e Metropolitana (94,1%).
 


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