Flexibilizações do governo Sebastião Melo resultam em movimento intenso no Centro Histórico

Flexibilizações do governo Sebastião Melo resultam em movimento intenso no Centro Histórico

Com respeito às regras de distanciamento, os restaurantes de Porto Alegre também têm apresentado um movimento intenso de clientes, principalmente no horário do almoço

Cláudio Isaías

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Com as recentes flexibilizações anunciadas pelo prefeito Sebastião Melo, o movimento nas lojas de rua, centros comerciais, shoppings e restaurantes de Porto Alegre segue se intensificando. Na manhã desta quinta-feira, não foi diferente, tanto nas ruas dos Andradas, Doutor Flores e Voluntários da Pátria quanto na avenida Salgado Filho, o público foi conferir as promoções e queima de estoques feitas pelos lojistas. As grandes redes continuam a ser os locais preferidos dos consumidores. O ponto positivo é que as pessoas que estavam no Centro Histórico circulavam pela região usando máscara.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/POA), Irio Piva, afirmou que as liberações da prefeitura agradaram aos comerciantes. "Precisamos torcer para que a pandemia do coronavírus termine para que as pessoas tenham coragem de sair de casa e voltem a comprar nas lojas", ressaltou. Os lojistas seguem com as campanhas que "pedem que a população não promova nem participe de aglomerações". O material exposto nas lojas alerta sobre a utilização da máscara de maneira correta, de lavar as mãos frequentemente e respeitar o distanciamento social. 

Com respeito às regras de distanciamento, os restaurantes de Porto Alegre também têm apresentado um movimento intenso de clientes, principalmente no horário do almoço, nos estabelecimentos localizados nas avenidas Osvaldo Aranha e no Centro Histórico. Dentro dos estabelecimentos não há aglomeração e os clientes com máscara e luva servem a sua própria refeição.

A presidente Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel-RS), Maria Fernanda Tartoni, afirmou que ainda é cedo para saber os reflexos das flexibilizações na Capital. "É um período de férias e com uma migração grande das pessoas para o Litoral, o que naturalmente prejudica o movimento dos bares e restaurantes em janeiro e fevereiro", destacou. Segundo ela, é difícil identificar se o faturamento é uma consequência da pandemia ou dos primeiros meses do ano, que historicamente são de menor movimento.

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"É possível perceber um clima maior de ânimo na retomada, mas as flexibilizações ainda não surtiram o efeito que necessitamos. Precisamos melhorar para atingirmos um patamar de recuperação e isto passa por uma maior confiança da população em frequentar nossos estabelecimentos", acrescentou. 

Sobre novas flexibilizações, conforme Maria Fernanda, é importante para o setor de alimentação o aumento da capacidade de atendimento, que ainda está em 50%. Porém, segundo ela, a questão deve ser tratada com cuidado, equilibrando sempre a demanda com a orientação de não promover aglomerações. "Enquanto houver restrições, vamos buscar mais flexibilizações para voltarmos ao normal, sempre com o foco no cuidado à saúde”, acrescentou.

"Mais responsabilidade"

O secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, afirmou que a flexibilização determinada pela prefeitura de Porto Alegre significa mais responsabilidade e muito mais rigor da fiscalização. "O Executivo municipal deseja proteger o emprego e a economia. Mas, queremos também proteger a saúde", explicou. Sparta disse que tem convicção que não são os empresários ou as lojas com todos os protocolos de segurança que o vírus se propaga. "A Covid-119 se propaga nos aglomerados desordenados, ou seja, nas festas clandestinas. A economia precisa funcionar porque ela é um sustentáculo para a saúde" destacou. O secretário afirmou que os empresários estão cumprindo as regras determinadas pelos protocolos de segurança.
 


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