Fornecimento de oxigênio é estável no RS, diz Secretaria da Saúde

Fornecimento de oxigênio é estável no RS, diz Secretaria da Saúde

Taxa média de ocupação de leitos de UTI adulto é de 76% no Estado

Christian Bueller

Dos 2.650 leitos disponíveis, 2.033 estão ocupados com pacientes no RS

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O colapso ocorrido no Estado de Amazonas, em especial, Manaus, onde unidades de saúde ficaram sem oxigênio, comoveu e assustou o país. As internações por Covid-19 dobraram e os sepultamentos triplicaram na capital manauara nos últimos dias. A realidade no Rio Grande do Sul em janeiro tem se mostrado diferente, com uma taxa média de ocupação de leitos de UTI adulto de 76%. Segundo informações do governo do Estado, dos 2.650 leitos disponíveis, 2.033 estão ocupados com pacientes.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) não tem registro de desabastecimento de oxigênio, que é adquirida junto aos demais insumos hospitalares diretamente pelos hospitais. O fornecimento é estável. No mapa de leitos, que monitora as internações pela doença, é apontado que o número total de respiradores à disposição no estado é de 3.619. Destes, 2.640 em UTIs adulto, dos quais 45,8% são utilizados (1.215). Conforme os indicativos presentes nas estatísticas do site, são poucos os hospitais que apresentam taxa de utilização de respiradores acima dos 80%.

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Em Porto Alegre, um deles é o Hospital Ernesto Dornelles (HED), que apresenta de 87,5% de ocupação. Este dado já era esperado e, segundo a instituição, está dentro da capacidade de assistência. “O Hospital Ernesto Dornelles possui um respirador para cada leito da Unidade de Tratamento Intensivo. Cada paciente internado na UTI tem um equipamento para atendê-lo, caso seja necessária a sua utilização”, explica nota enviada pelo hospital. No caso do HED, o limitador não é a quantidade de respiradores, mas sim a capacidade instalada de leitos. “Nas últimas semanas, com o novo aumento dos casos de Covid-19, a UTI está atendendo perto da sua lotação máxima. Por esse motivo, existem episódios de restrição de atendimento no Serviço de Emergência para os casos respiratórios”, diz a nota, reiterando que “todos os leitos possuem pontos de oxigênio”.

No Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV) de Sapucaia do Sul, a taxa de uso dos respiradores é de 89,5%. A direção executiva da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, que administra o local, admite que a situação é preocupante, mas pondera que o número de pacientes internados em UTI Covid no RS nesta sexta-feira era o “menor em relação às últimas três semanas”. A Fundação informa que é regida pelas regras do Departamento Estadual de Regulação e, quando “o hospital extrapola as condições, o Departamento fornece todo o suporte”.

Com taxa de uso de respiradores na UTI adulto de 41%, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre não precisou comprar oxigênio extra para enfrentar a pandemia. Segundo a chefe de Serviço de Planejamento, da Coordenadoria de Suprimentos do HCPA, Luciane Camillo, o contrato licitado para aquisição do produto é de cinco anos e foi pensado a partir de uma experiência difícil que a instituição passou. “Em 2018, houve a greve dos caminhoneiros e o oxigênio e gases medicinais tiveram que ser transportados escoltados para chegar ao hospital. Então já previmos aumento de demanda, caso houvesse um problema”, enfatiza.

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre apresentou taxa de uso de respiradores de 55,1%. O contrato de fornecimento de oxigênio é sobre demanda. “No momento, não há risco de desabastecimento. A instituição registrou aumento em torno de 15% no consumo de oxigênio líquido após o início da pandemia”, diz nota. A média de consumo mensal em 2019 era de 86 mil m³, passando para 100 mil m³.


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