GHC busca R$ 38 milhões em emendas para obras em Centro de Oncologia
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GHC busca R$ 38 milhões em emendas para obras em Centro de Oncologia

Diretoria do Grupo Hospitalar deve ser reunir com bancada gaúcha nesta segunda

Por
Lúcia Haggstrom / Especial CP *

Parlamentares devem visitar estrutura acompanhados da direção do Grupo

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* Estagiária do Correio do Povo sob supervisão de Samantha Klein

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) se reúne, nesta segunda-feira, com integrantes da bancada gaúcha para discutir as obras do novo Centro de Oncologia e Hematologia do GHC. Os parlamentares devem visitar a estrutura que começou a ser construída em fevereiro do ano passado e tem previsão de conclusão em dezembro de 2020.

A obra é avaliada em R$ 75 milhões, dos quais cerca de 46% já foram destinados para a construção. Na audiência com os deputados, a direção do hospital busca apoio para direcionar R$ 38 milhões em emendas parlamentares para a construção da estrutura do centro que deverá ser uma referência em tratamento.

Além disso, ainda serão necessários cerca de R$ 30 milhões para a compra de equipamentos para a nova instalação. O GHC também buscará esses recursos através de emendas parlamentares, Ministério da Saúde e recursos próprios.

Segundo o diretor técnico do GHC, Francisco Zancan Paz, a demanda por serviços especializados na área tem aumentado significativamente, já que o câncer é uma das principais causas de morte no Rio Grande do Sul. "Atendemos uma média de 3 mil pacientes oncológicos por mês, mas existe um aumento na procura por esses serviços. A construção do centro têm o objetivo de organizar, ampliar e melhorar o atendimento a esses pacientes", esclarece. 

O Hospital Conceição é uma das referências em tratamento dos casos de oncologia clínica de adultos, pediátrica, cirurgia torácica e oncológica, ginecologia, e mastologia. Com o novo empreendimento, o GHC pretende criar novos 94 leitos – 50 de oncologia clínica e 44 de hematologia e transplante de medula. Também serão oferecidos serviços de radiologia, áreas de laboratório e transplante de medula, que ainda devem ser negociados com o Ministério da Saúde.

Paz estima que a ampliação no número de atendimentos ocorra de forma gradativa, naa medida em que as operações iniciem no novo prédio. Hoje, todos os serviços do GHC são disponibilizados 100% para o Sistema Único de Saúde (SUS) e as melhorias resultantes da criação do Centro também serão destinadas a esse público.