Greve de professores tem paralisação parcial de escolas e conversa com deputados em Porto Alegre
capa

Greve de professores tem paralisação parcial de escolas e conversa com deputados em Porto Alegre

Integrantes do Cpers irão à Assembleia Legislativa para tentar sensibilizar parlamentares

Por
Correio do Povo

Ernesto Dornelles amanheceu com os portões fechados na região central de Porto Alegre

publicidade

O primeiro dia da greve nos professores em Porto Alegre teve a paralisação parcial de algumas escolas da região central da cidade nesta segunda-feira. A categoria decidiu cruzar os braços na última quinta-feira, após a divulgação do pacote de medidas do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Hoje, o Cpers ainda irá conversar com deputados da Assembleia Legislativa para sensibilizá-los em relação ao prejuízo que pode ser causado pelas propostas. 

As escolas estaduais Ernesto Dornelles e Júlio de Castilhos estão fechadas. O instituto Paula Soares, no entanto, funciona parcialmente, com algumas turmas com aulas normais. A instituição Dinah Néri Pereira está aberta no dia de hoje, diferentemente da Luciana de Abreu. A Escola Técnica Parobé abriu e tem aulas normais. 

Em conversa com a Rádio Guaíba, a presidente do Cpers, Helenir Schürer, declarou que só se terá uma panorama real do primeiro dia de greve no final da tarde, quando o sindicato receber o parecer das instituições estaduais. 

"Muitas escolas estão recebendo os alunos no dia de hoje para explicar a greve e os motivos da paralisação. No final da tarde, vamos mandar uma mensagem para ver como foi este primeiro dia. Nós continuamos com ações nas câmaras de vereadores e hoje à tarde vamos conversar com deputados na Assembleia Legislativa. Quando os parlamentares perceberem os malefícios do pacote para a escola pública, tenho certeza de que poderemos reverter o quadro, mesmo sabendo que é preciso menos votos para a aprovação das propostas relacionadas ao magistério", disse Helenir. 

A reportagem da Rádio Guaíba também consultou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), que declarou que só irá se pronunciar nesta terça-feira, depois do primeiro dia da greve.