Guaíba decreta emergência e temporal causa estragos na Região Metropolitana

Guaíba decreta emergência e temporal causa estragos na Região Metropolitana

Cidades enfrentam alagamentos, quedas de árvores e desabastecimento de luz

Giullia Piaia

Desabamentos de postes e árvores causaram prejuízos

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A Prefeitura de Guaíba, na Região Metropolitana, decretou situação de emergência em razão do temporal da tarde de desta segunda-feira, que causou destruição em vários pontos da cidade. No geral, a Região Metropolitana enfrentou alagamentos, inclusive em Porto Alegre, e problemas com falta de luz e abastecimento de água. No entanto, Guaíba acabou sendo a mais afetada com danos das chuvas.

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Muitas árvores caíram sobre o acostamento na BR 116, entre Eldorado do Sul e Guaíba, mas sem atingir a pista. As que chegaram a via foram logo cortadas de modo a não interromper o trânsito.

Às 18h não haviam trechos bloqueados, apesar do trânsito lento. Algumas árvores caíram sobre a fiação, levando postes com elas. Antes mesmo da entrada de Guaíba era possível avistar os sinais da destruição que atingiu a cidade, era possível avistar um galpão com o telhado totalmente revirado. No km 294, um caminhão tombou com a força do vento.

Na entrada do bairro Santa Rita, todos os postes de luz caíram, sendo que um deles desabou sobre a pista em diversos pedaços, quebrado, obstruindo parcialmente a via. Uma casa na Av. Doutor Nei Brito teve um cômodo completamente destruído. “Foi questão de menos de 5 minutos”, lamentou a moradora, Natália Beatriz. Ninguém se feriu. O bairro inteiro estava sem luz e o cenário era desolador.

Em outra rua, moradores faziam fila para pegar doação de lonas com a prefeitura. “Pegamos todos os eletrodomésticos e colocamos no único cômodo que não destelhou. Depois vamos ver o que funciona ainda”, contou Adriana Sábio, que esperava para ser atendida. Na fila, vizinhos e conhecidos se encontravam para perguntar se estavam todos bem. Pessoas aflitas falavam ao telefone, informando parentes que suas casas foram destruídas.

Na av. Osvaldo jardim, Scheila Tavares Dias teve parte de sua casa destruída pelos fortes ventos. “Eu não estava em casa, foi minha vizinha quem me avisou. Fiquei preocupada com meus gatos e cachorro, mas encontrei eles todos bem”, disse aliviada. Apesar do estrago, Scheila conseguiu salvar a maior parte dos eletrodomésticos.

Próximo dali, na escola estadual de ensino fundamental Carmen Alice Laviaguerre, a maior de Guaíba, o cenário era sinistro. Telhas, madeira e vidro enchiam o pátio e os arredores do local, que teve quase a totalidade do telhado destruída. “Eu me sinto mal de ficar triste, tanta gente perdeu a casa. Mas nós fazemos isso com tanto amor, é muito difícil ver tudo nesse estado. Estou desolada”, disse, chorando, a diretora da escola, Carla Salazar.

A coordenadora de educação, Claudete Oliveira, também estava presente. “Ainda bem que foi nas férias e que teremos tempo de ajeitar as coisas antes da volta dos alunos”. Segundo a diretora, a preocupação é com a verba destinada para escola, que pode não ser suficiente para a reforma do local.


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