Hospital de Campanha em Porto Alegre tem dez leitos ocupados após quase um mês de funcionamento

Hospital de Campanha em Porto Alegre tem dez leitos ocupados após quase um mês de funcionamento

Emergência apresentou diminuição de 30% nas internações, segundo a direção

Cláudio Isaías

Hospital de Campanha em Porto Alegre tem dez leitos ocupados após quase um mês de funcionamento

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Com quase um mês de funcionamento, o hospital de campanha montado pelo Exército no bairro Restinga, na zona Sul de Porto Alegre, está com dez leitos ocupados de um total de 17 vagas destinadas a pacientes com Covid-19. A estrutura em funcionamento desde o dia 19 de março serviu para desafogar a emergência do Hospital Restinga e Extremo-Sul que se encontrava superlotada no mês de março.

O diretor-geral do hospital, Paulo Scolari, informou que a instituição de saúde não está mais com "aquele sufoco" registrado em março quando a emergência chegou a ter 82 pacientes e o hospital de campanha estava com as 17 leitos ocupados. "Naquele período, estávamos recebendo apenas casos de risco de morte para que pudéssemos organizar o sistema", ressaltou. Conforme Scolari, a emergência apresentou uma diminuição de 30% nas internações e hoje está com 45 pessoas.

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Cuidados que compensam 

O diretor do Hospital Restinga e Extremo-Sul acredita que tanto a diminuição de pacientes no hospital de campanha quanto na emergência tenha a ver com o cuidado das pessoas (uso da máscara e o distanciamento social) e a vacinação contra o coronavírus. "A população entendeu que a situação dos hospitais estava crítica", ressaltou. Scolari informou ainda que conversou com o secretário municipal da Saúde, Mauro Sparta, sobre a permanência da estrutura de campanha no pátio do hospital por tempo indeterminado. "Tivemos um declínio nas internações, mas ainda não conhecemos direito essa doença. A nossa ideia é permanecer com a estrutura do Exército até que tenhamos uma estabilização das internações", acrescentou.

Tanto os pacientes internados na emergência quanto no hospital de campanha não podem receber visitas de familiares e amigos. Os leitos do primeiro hospital de campanha de Porto Alegre foram criados com a intenção de acomodar melhor os pacientes que chegam na emergência do Hospital Restinga e Extremo-Sul. A estrutura de 144 metros quadrados está instalada no pátio da instituição de saúde.

O Hospital Restinga e Extremo-Sul conta com 101 leitos de internação, 20 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os 80 da emergência. Todas as vagas estão com pacientes com coronavírus. O hospital de campanha funciona com 60 profissionais do próprio hospital Restinga e Extremo-Sul - médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. 

Além de montar a estrutura, o Exército disponibilizou oito respiradores, 17 camas, 20 monitores, gerador de energia e sistema de ar-condicionado. O material do hospital de campanha veio de Manaus onde estava no Hospital Militar de Área de Manaus. A proposta inicial era que o hospital de campanha tivesse oito leitos de UTI e 12 de enfermaria, mas as unidades de terapia intensiva estão instaladas dentro do hospital Restinga e Extremo Sul. A estrutura do hospital de campanha ficou para os leitos de enfermaria. O espaço de três leitos no hospital de campanha foi utilizado para a colocação de equipamentos e, por esse motivo, são 17 leitos de enfermaria. A criação do hospital partiu de uma operação conjunta entre a prefeitura de Porto Alegre, o governo do Estado e o Exército, após um pedido feito pelo governador Eduardo Leite ao Comando Militar do Sul (CMS).

 

 


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