IGP realiza levantamento preliminar na sede da SSP que desabou com incêndio

IGP realiza levantamento preliminar na sede da SSP que desabou com incêndio

Três peritos criminais e dois fotógrafos criminalísticos avaliam lado externo do prédio

Correio do Povo

Departamento de Criminalística foi acionado

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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) enviou uma equipe do Departamento de Criminalística para começar o levantamento preliminar no prédio de nove andares da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que foi destruído por um incêndio seguido de um desabamento entre a noite de quarta e madrugada desta quinta-feira, em Porto Alegre. Três peritos criminais e dois fotógrafos criminalísticos estão no local.

A equipe do IGP está fazendo o registro da situação externa do prédio, observando onde a estrutura está mais deteriorada. Os vestígios são importantes para entender a dinâmica do incêndio e do desabamento. 

Imagens de drones devem ser captadas para observar as áreas mais atingidos e os locais de difícil acesso. O trabalho do IGP deve continuar com a análise das imagens obtidas no início do fogo, além de documentos, como a planta do local, de depoimentos das testemunhas.

A perícia tentará descobrir as causas do incêndio. Os laudos do IGP serão depois encaminhados para a Polícia Civil. Um inquérito foi aberto pela 17ª DP. Quatro servidoras que estavam no quarto andar do prédio, onde originou-se o fogo, serão ouvidas, entre outras diligências.

Além disso, o IGP informou também que o Departamento de Identificação em Porto Alegre está funcionando apenas pelo telefone (51) 32236122. O agendamento para carteiras de identidade pelo site do IGP permanece normal. Em razão do incêndio no prédio da SSP, o telefone (51) 32885150 está temporariamente suspenso.

ELÉTRICA

O diretor do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul, Gustavo Rocha, é especialista em segurança contra incêndio. “Ainda é muito cedo para que possamos especular sobre hipóteses, mas no campo da especulação o incêndio teria iniciado no forro. Podemos descartar um incêndio criminoso e surge uma possibilidade de um incêndio de origem elétrica, quem sabe em alguma em uma iluminação, por um circuito que passe pelo forro...”, disse.

“Por trata-se de um prédio construído há bastante tempo, algumas características dele por si só não contribuem no aspecto de segurança contra incêndio. Os materiais de revestimento utilizados no interior do prédio….são uma carga de combustível considerável”, avaliou, citando o tipo de forração e de divisórias, bem como a quantidade de papel existente.

“Em um prédio desta idade, as instalações elétricas também sofrem deterioração. É um grande risco de originar incêndio. É um fator relevante”, assinalou o diretor do Senge-RS.

 

 

 

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