Imesf decide em assembleia por greve de três dias em Porto Alegre

Imesf decide em assembleia por greve de três dias em Porto Alegre

Paralisação de funcionários da saúde inicia nesta quarta-feira

Eduardo Amaral

Paralisação de funcionários da saúde inicia nesta quarta-feira

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Os funcionários do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) de Porto Alegre decidiram iniciar uma paralisação de três dias a partir da próxima quarta-feira, 9 de outubro. A medida foi votada durante assembleia do Sindisaúde-RS realizada na tarde desta terça-feira.

Inicialmente, a mobilização deverá ter duração de três dias, porém o sindicato diz que a medida deve ser avaliada já no primeiro dia para decidir se seguirá pelo período previsto. A paralisação vinha sendo debatida desde que o Executivo Municipal decidiu fechar o Imesf, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a lei que criou o Instituto. 

Presidente do Sindisaúde-RS, Julio Jesien, afirma que a medida é uma resposta ao que considera “falta de diálogo”. “Há alternativas que não o encerramento do Imesf, mas o governo fechou a porta. Os trabalhadores não querem greve pois são muito ligados às comunidades, mas o prefeito está nos jogando para ela”. Entre as medidas que Jesien sugere está a transformação do Instituto em uma empresa pública, dessa forma contratando os profissionais que seriam demitidos.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior se manifestou sobre a paralisação. “Não vejo qual pode ser o efeito da entrada em greve do Imesf, a estrutura foi declarada inconstitucional e isso é um fato. E as pessoas do Imesf deviam estar honrando o salário que recebem e o juramento de atenção à saúde quando terminaram seus respectivos cursos de formação”, afirmou. Segundo ele, “o caminho é fazermos uma contratação emergencial, essas pessoas deverão ser contratadas, a nossa ideia é ampliar os serviços, então deveremos contratar não só essas pessoas, mas haverá uma contratação maior ainda do que a oferta que tem”. 

Além da paralisação, na quinta-feira, os sindicalistas estarão presentes na manifestação pela educação e na segunda, os funcionários dos postos atendidos pelo Imesf farão uma paralisação de 2h, a partir das 8h, antecipando a greve do dia 9.


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