Inaugurada sala de monitoramento das bacias dos rios Caí, Taquari e Uruguai
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Inaugurada sala de monitoramento das bacias dos rios Caí, Taquari e Uruguai

Serviço oferece dados em tempo real e previsão hidrológica à Defesa Civil

Por
Felipe Bornes Samuel

Serviço oferece dados em tempo real e previsão hidrológica à Defesa Civil

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Para evitar problemas decorrentes de desastres naturais e auxiliar na previsão de níveis de áreas vulneráveis a inundações, volume de chuva e níveis dos rios Taquari, Caí e Uruguai, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) inaugurou nesta quarta-feira, Superintendência Regional de Porto Alegre, a Sala de Monitoramento dos Sistemas de Alerta Hidrológicos (SAH). Entre outras coisas, o objetivo da iniciativa é realizar monitoramento em tempo real naquelas regiões e disponibilizar a previsão hidrológica à Defesa Civil local e à população. 

Chefe do projeto da Bacia do Caí, o engenheiro hidrólogo Emanuel Duarte explica que o monitoramento nas três bacias garante cobertura superior a 50% do território do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, salvaguardando a vida de mais de meio milhão de habitantes. Duarte ressalta que o lançamento da sala consolida um projeto desenvolvido há nove anos. "Vai nos permitir monitorar, em tempo real, agregar esses dados e fazer previsões melhores do que haviam sido feitas até então. A gente vai conseguir dilatar essa previsão temporal e isso vai permitir que a Defesa Civil tenha planejamento mais efetivo das suas ações em situações de risco", observa. Cinco engenheiros vão permanecer na sala de monitoramento, além da equipe de operação de campo, que contará com mais 19 técnicos.

Conforme Duarte, ao longo dos próximos meses a ideia é produzir novos mapas de inundação onde qualquer pessoa, com acesso à internet, vai poder simular um evento de inundação. "Será possível verificar, com horas de antecedência, se a residência vai ser atingida e o nível que será atingido na localidade onde vive", completa. Para o especialista a inauguração da sala é um marco em 'termos de eficiência' no monitoramento hidrológico e de gestão de risco. Duarte destaca o início do projeto experimental na bacia do Caí até o Uruguai, que envolve dezenas de estações de monitoramento e pelo menos sete equipes operando na implantação e manutenção. "O serviço vai funcionar em tempo real, 24 horas por dia, com essa transmissão de volumes gigantescos de dados que chega aqui no escritório".

Duarte destaca ainda o baixo custo operacional do projeto da bacia do Caí, considerado o menor dos três, que é de R$ 70 mil ao ano. Em 2016, um estudo realizado pela equipe projetou que os danos provocados a conteúdos de edificações, prédios, residências, mobiliários, eletrodomésticos, teria acarretado em prejuízo de R$ 55 milhões. "É um valor considerando apenas conteúdo das residências. Se levar em consideração os danos à edificação, o custo que a Defesa Civil tem com planejamento de equipe, a melhora da eficiência em toda essa operação, você aumenta exponencialmente esse valor", completa.