Inventário do rio Camaquã possibilitará investimentos de R$ 630 milhões, diz Aneel

Inventário do rio Camaquã possibilitará investimentos de R$ 630 milhões, diz Aneel

Rio conta com potencial de energia de 78,5 megawatts de potência

Cláudio Isaías

Pauta foi discutida em evento sobre avanços e perspectivas acerca de energias renováveis

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Com 430 quilômetros de extensão, o rio Camaquã terá um estudo de inventário realizado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O rio conta um potencial de energia que totaliza 78,5 megawatts de potência. O inventário possibilitará um investimento no Rio Grande do Sul de aproximadamente R$ 630 milhões, recursos da iniciativa privada. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, que nesta sexta-feira participou do "Webinar Energias renováveis: avanços e perspectivas". O evento foi promovido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). 

Segundo Pepitone, quando as usinas estiveram concluídas elas terão a capacidade de abastecer cerca de 180 mil residências onde vivem pelo menos 500 mil pessoas. "O rio Camaquã em seus 430 quilômetros de extensão percorre 28 municípios gaúchos desemboca na Lagoa dos Patos é conhecido pela sua beleza natural. Agora, o Camaquã será lembrado por trazer desenvolvimento, investimento, emprego e renda ao Estado", acrescentou. Durante a Webinar Energias Renováveis, o o diretor-geral da Aneel e o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos, assinaram um acordo de cooperação técnica para a realização do estudo de inventário participativo do Rio Camaquã. "O Rio Grande do Sul é um destaque no cenário nacional nas energias renováveis. O Estado conta com o complexo eólico de Osório que tem 318 megawatts de potência instalada e que até o final de 2012 era o maior complexo eólico da América do Sul", destacou. 

Segundo Hélvio Neves Guerra, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, o Rio Grande do Sul junto com Santa Catarina, Paraná e os estados do Centro-Oeste conta com 80% de todo o potencial para a implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no país. Segundo Guerra, o ministério tem apoiado os projetos referentes as energias renováveis. "O Brasil possui uma matriz elétrica muito limpa. Talvez, seja a matriz mais limpa do Mundo", ressaltou. O governador Eduardo Leite disse que o Rio Grande do Sul possui um grande potencial já mapeado nos setores eólicos, da biomassa e da energia solar fotovoltaica. "É um acerto do nosso governo a reunião em uma secretaria dos temas Meio Ambiente e Infraestrutura", ressaltou. Conforme Leite, o Estado ganha em potencial de investimento no setor energético a partir das linhas de transmissão cujo os investimentos estão em andamento. 

O Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, possui grande potencial energético nas fontes renováveis Eólica, Solar, Biomassa, Hídrica. A matriz de energia elétrica do Estado, que sempre contou com a predominância dos recursos hídricos, teve, a partir de 2006, a inserção da energia eólica que hoje representa 21% da potência total instalada. Atualmente, as energias renováveis representam cerca de 80% da potência instalada e 92% da energia produzida no Estado.

A partir de 2013, a energia solar fotovoltaica conquistou, em evolução geométrica, o mercado gaúcho através da geração distribuída, sendo o segundo estado brasileiro em capacidade instalada de energia fotovoltaica e, atualmente, participando com 3,6% da potência instalada no RS. O Estado conta com 1.828MW instalados em 80 parques eólicos, distribuídos em nove municípios com 1.774MW (76 parques) em operação. O Rio Grande do Sul possui também a energia hídrica com 128 usinas instaladas que totalizam 4,5GW. A Biomassa, com grande potencial, tem capacidade de produzir, diariamente, 1,5 milhões de metros cúbicos de biometano e 2,5 milhões de metros cúbicos de biogás.


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