Lojas e oficinas de Porto Alegre seguem com dificuldades para repor os estoques após a reabertura

Lojas e oficinas de Porto Alegre seguem com dificuldades para repor os estoques após a reabertura

Além da falta de entrega pelas indústrias, os altos valores dos itens também preocupam os comerciantes

Cláudio Isaías

Além da diminuição do número de clientes e da falta de reposição, empresário de autopeças sofrem com o aumento do valores dos itens

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Passados quase sete meses da pandemia do coronavírus, o setor de autopeças e as oficinas em Porto Alegre ainda não se recuperaram da crise financeira causada pela doença. Os empresários ainda registram a falta de mercadorias para reposição nos estabelecimentos comerciais. Na avenida da Azenha, Willy Coelho, proprietário da Frisolândia, com mais de 30 anos de atuação no mercado disse que nunca tinha visto uma crise como essa.

"As peças que tenho aqui são do meu estoque. Não está havendo reposição dos equipamentos por parte das empresas nacionais e multinacionais", ressaltou.

Coelho explicou que na sua loja estão em falta itens como tapetes, racks, para-choques e capas para estepes. O ponto positivo, segundo o empresário, é que os clientes estão voltando, o que é bom para os negócios. Ele relatou que alguns produtos, por estarem em falta do mercado, acabaram sofrendo um reajuste nos preços.

Ele cita como exemplo o jogo de calotas (quatro peças) que antes da pandemia era comercializado a R$ 55. Hoje, os itens são vendidos a R$ 75. "Espero que 2021 não seja um ano pior em função dos efeitos ainda da pandemia", acrescentou.       

Em Porto Alegre, principalmente nos bairros Azenha e na avenida Farrapos, locais tradicionais desses estabelecimentos comerciais, os proprietários e gerentes destacaram que a crise causada pela Covid-19 atingiu em cheio os negócios.

Em uma loja de baterias da avenida Azenha, os funcionários, que pediram para não ser identificados, afirmaram que o movimento de clientes apresentou uma drástica redução nos meses de abril até julho. "Começou a melhorar a partir de agosto e setembro", lembrou um deles. O estabelecimento chegou a ficar fechado por 19 dias em abril, período de implementação do decreto municipal da prefeitura.

Em uma oficina mecânica na avenida Bento Gonçalves, na zona Leste da Capital, os funcionários informaram que nos meses de abril e maio houve uma queda forte no movimento. O gerente Marcelo Siqueira explicou que o estabelecimento ainda sofre com a falta de peças. A oficina atua no segmento de serviço automotivo, suspensão, freio e injeção eletrônica.


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