Lote da vacina de Oxford suspenso na Áustria não veio para o Brasil

Lote da vacina de Oxford suspenso na Áustria não veio para o Brasil

Agência afirmou ainda que a trombose relatada por países europeus não está entre os efeitos adversos

R7

Suécia havia adiado a recomendação da vacina AstraZeneca/Oxford para idosos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira que o lote das vacinas de Oxford que foi suspenso na Áustria não veio para o Brasil. "O lote da vacina que foi suspenso de uso pelas autoridades da Áustria não veio para o Brasil. O lote é o ABV5300, fabricado pela Astrazeneca". Sobre os lotes dos demais países europeus que suspenderam o uso do imunizante após relatos de trombose entre os vacinados a Anvisa ainda não se manifestou.

A vacina de Oxford, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, e produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, integra o plano nacional de vacinação e está sendo aplicada desde janeiro em grupos prioritários no país. No Brasil, não há registro de trombose.

A agência ressalta que, até o momento, não há evidências que apontem relação entre o uso da vacina e a ocorrência de casos de trombose e embolismo pulmonar relatados por pessoas que tomaram o imunizante na Áustria. Nas bases nacionais que reúnem os eventos ocorridos com vacinas não há registros de "termos de embolismo e trombose associados às vacinas para a Covid-19", destaca.

"A Anvisa está acompanhando e buscando informações junto às autoridades internacionais sobre possíveis eventos adversos relacionados ao uso da vacina de Oxford. Por meio de sua área internacional, a Anvisa já solicitou informações sobre a investigação dos eventos adversos relatados na Áustria", afirmou, por meio de nota.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (12) que não há razão para interromper o uso da vacina de Oxford. O Reino Unido já havia se manifestado na quinta-feira (11), afirmando que o imunizante é "seguro e eficaz".

As suspeitas sobre a vacina de Oxford tiveram início na segunda-feira (7), após a morte de uma enfermeira, 49, na Áustria. Ela morreu em decorrência de graves distúrbios de sangramento e havia tomado o imunizante dias antes.

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