Médicos de UTI são menos infectados por coronavírus que seus colegas, diz estudo

Médicos de UTI são menos infectados por coronavírus que seus colegas, diz estudo

Pesquisa vê equipamentos de proteção de alto nível como responsáveis

AFP

O estudo engloba mais de 500 funcionários dos hospitais de Birmingham que trabalhavam no final de abril

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Os médicos de terapia intensiva, que tratam dos doentes mais graves, têm menos probabilidade de serem infectados pelo coronavírus do que seus colegas de outros setores e que a equipe de limpeza do hospital, de acordo com um estudo britânico publicado nesta sexta-feira.

Isso pode ser porque eles têm sido prioridade na distribuição de equipamentos de proteção de alto nível, como máscaras, supõem os autores da pesquisa publicada na revista médica Thorax.

"Acreditamos que os profissionais de cuidados intensivos correm maior risco, (...) mas estão relativamente bem protegidos em comparação com outros", disse o principal autor, Alex Richter, professor de imunologia da Universidade de Birmingham.

O estudo engloba mais de 500 funcionários dos hospitais de Birmingham que trabalhavam no final de abril, quando a epidemia estava em alta e o confinamento estava em vigor no Reino Unido. Na época, os hospitais recebiam uma média de cinco pacientes com Covid-19 por hora.

Os pesquisadores submeteram os participantes a um teste sorológico para verificar se haviam sido infectados anteriormente e descobriram que 24% deles desenvolveram anticorpos, o que prova que já tinham contraído o coronavírus, em comparação com 6% da população geral naquela parte da Inglaterra.

Esse índice, porém, varia de acordo com a categoria dos profissionais. Foi menor entre aqueles de terapia intensiva (15%), em comparação com cerca de 30% nos serviços de medicina interna geral e 34,5% entre os trabalhadores de manutenção.

Além do problema com os equipamentos, isso pode ser porque os profissionais de terapia intensiva estão mais acostumados a aplicar medidas preventivas com rigor, disse Tim Cook, professor de anestesia da Universidade de Bristol.

Ele apontou ainda que o resultado pode estar relacionado ao fato de os pacientes mais graves e, portanto, com mais tempo de doença, serem menos contagiosos do que aqueles que contraíram recentemente o novo coronavírus.

Além disso, como muitos outros estudos já mostraram, este deixa claro que o risco era maior entre pessoas negras, asiáticas e outras minorias étnicas.


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