Marcha de abertura do Fórum Social das Resistências reúne três mil pessoas em Porto Alegre

Marcha de abertura do Fórum Social das Resistências reúne três mil pessoas em Porto Alegre

Manifestantes fizeram críticas às reformas trabalhistas e da Previdência Social

Claudio Isaías

Marcha de abertura do Fórum Social das Resistência reúne três mil pessoas em Porto Alegre

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Pelo menos três mil pessoas participaram nesta terça-feira da marcha de abertura do Fórum Social das Resistências (FSR) 2017 no Centro de Porto Alegre. Com o tema, Democracia e Direitos e com os gritos de "Fora Temer" e "Fora Sartori", os manifestantes seguiram em caminhada pela avenida Borges de Medeiros em direção ao largo Zumbi dos Palmares.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Claudir Nespolo, disse que os movimentos sociais estão lutando contra o golpe e contra os ataques aos trabalhadores como é o caso da reforma trabalhista e da Previdência Social. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS), Guiomar Vidor, afirmou que o país vive uma grande ofensiva neoliberal promovida pelo governo de Michel Temer, pelo Congresso Nacional e pelos sindicatos patronais que tem como objetivo acabar com os direito dos trabalhadores. “Eles querem que os trabalhadores paguem pela crise. A culap não é e nossa”. Segundo Vidor, as centrais sindicais estão organizando uma greve geral para este ano contra as reformas da Previdência Social e trabalhista.

O ex-ministro Miguel Rossetto, do Trabalho e Previdência Social no governo da presidente Dilma Rousseff, disse que a caminhada foi um momento de reafirmar a resistência democrática e o respeito aos direitos sociais. Conforme Rossetto, no Brasil, é fundamental derrotar o golpe, recuperar a democracia e o respeito ao voto popular. “É preciso convocar novas eleições e rediscutir o país”. O ex-ministro afirmou que é preciso resistir ao governo de Michel Temer e seus aliados que buscam desmanchar os direitos sociais na área da previdência e dos direitos trabalhistas.


Foto: Alina Souza

“Querem destruir a Petrobras e o Brasil. É um momento de grande unidade dos movimentos sociais para derrotarmos a direita e para que possamos novamente reconstruir o nosso país”, acrescentou. A manifestação contou com a presença de integrantes do Cpers, estudantes, servidores estaduais e municipais que caminharam até o largo Zumbi dos Palmares para realizar um ato em defesa da democracia.

Em razão de uma feira no local, o ato foi realizado no cruzamento da rua José do Patrocínio com a avenida Loureiro da Silva, no bairro Cidade Baixa. Grupos de Rap e Hip-Hop realizaram apresentações musicais e sindicalistas realizaram discursos em defesa das leis trabalhistas e da Previdência. O ato foi acompanhado pela Brigada Militar.


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