Melo discorda de decisão estadual, mas afirma que respeitará bandeira preta em Porto Alegre

Melo discorda de decisão estadual, mas afirma que respeitará bandeira preta em Porto Alegre

Governo do RS suspendeu cogestão por uma semana e dará classificação mais grave para todo o Estado a partir de sábado

Correio do Povo

Prefeito garante que a Capital seguirá trabalhando para abrir mais leitos

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O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, comunicou, nesta quinta-feira, que respeitará a suspensão do modelo de cogestão e acatará as restrições de bandeira preta determinadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite a partir de sábado. A medida vai vigorar até o dia 7 de março, podendo ser prorrogada.

"Eu respeito à decisão do governador, mas não concordo. Nós vamos seguir trabalhando para abrir leitos e salvar vidas. Mas, não podemos descuidar da falta de renda e emprego, que está sufocando Porto Alegre", afirmou Melo. Nesta quinta-feira, a Capital registra taxa de ocupação de 96,16%, com 408 infectados e 59 suspeitos em tratamento em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Além destes, 113 casos da doença aguardam vagas. 

"Para preservar a atividade econômica, que dá dignidade e coloca comida na mesa de milhares de pessoas. A cidade sofreu demais com o abre e fecha durante todo o ano que passou. Por isso, eu discordo do governador, que fechou a cidade. Mas vamos juntos, trabalhar para que a cidade volte à normalidade o mais rápido possível", acrescentou o prefeito. 

O fim provisório da cogestão - modelo em que as prefeituras podem estabelecer em conjunto as ações de enfrentamnto ao coronavírus - foi anunciado pelo governador Leite na tarde desta quinta-feira. O chefe do Executivo estadual também antecipou que todo o Estado ficará em bandeira preta a partir de sábado, diante do baixo número de leitos livres na rede hospitalar. A previsão do governador é que uma semana da medida em vigor já seja o suficiente para frear o alto índice de transmissão do vírus. Também fica mantido a todo o Estado a restrição noturna das 20h às 5h aos serviços considerados não-essenciais. 

Mais cedo, o prefeito de Porto Alegre anunciou uma série de medidas para ampliar o atendimento da rede hospitalar e diminuir a taxa de contágio na Capital como abertura de novos leitos, restrição de passageiros em pé no transporte público, adoção de trabalho remoto para órgãos e entidades municipais, com exceção dos serviços essenciais que necessitem ser executados de forma presencial, e o fechamento de espaços culturais. 

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