Mesmo com restrições, presença de vendedores ambulantes é intensa nas ruas de Porto Alegre

Mesmo com restrições, presença de vendedores ambulantes é intensa nas ruas de Porto Alegre

Parte destes trabalhadores não usavam máscaras de proteção nesta quinta-feira

Por
Cláudio Isaías

Aglomerações foram registradas no Centro da Capital nesta quinta-feira


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Mesmo com a adoção de medidas restritivas pela Prefeitura em função do coronavírus, como o fechamento do comércio, ainda é intensa a circulação de pessoas no Centro Histórico de Porto Alegre. Na quarta-feira, o índice de isolamento social ficou em 45,1% - a meta é 55% -. apesar da chuva e do frio. O movimento apresentou uma pequena redução em vias como as ruas Marechal Floriano Peixoto, Vigário José Inácio, Doutor Flores e Otávio Rocha. Porém, ainda, é grande a circulação de pessoas, por exemplo, na rua do Andradas, no trecho compreendido entre as ruas General Câmara e Doutor Flores, e nas avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho.

Na Andradas, os ambulantes insistem em desrespeitar as regras de distanciamento social. Colocam seus produtos expostos na frente das lojas, no trecho entre a rua Uruguai e a Esquina Democrática. Mesma situação é verificada na avenida Azenha, onde a circulação de pessoas é intensa nas proximidades de bancos e agências lotéricas.

Na rua dos Andradas, mesmo com a fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que tem o objetivo de evitar aglomerações, os ambulantes marcam presença com a exposição dos seus produtos. O ponto positivo das medidas de proteção é que a maioria das pessoas que circulam pela região está utilizando máscara ou face shield (protetor facial).

A rua Voluntários da Pátria é um dos locais que chama a atenção pela aglomeração de pessoas, principalmente entre a Praça Parobé, ao lado Mercado Público, até a rua Doutor Flores. Neste trecho, os vendedores ambulantes dominam a via oferecendo todo o tipo de produtos. Quase todos sem máscara. Mesma situação ocorre no Largo Glênio Peres, onde hoje pela manhã um grupo de oito camelôs vendiam frutas e verduras, sem a utilização de máscara. Outro ponto de aglomeração é nas proximidades do Centro Popular de Compras, o POP Center, onde ambulantes e consumidores dividem o mesmo espaço.

No dia 16 de junho, as grande lojas do Centro de Porto Alegre fecharam, em função do novo decreto municipal. Redes como a Renner, Gaston, Paquetá, Americanas, Casas Maria, Marisa, Riachuelo, C&A, Pernambucanas, Magazine Luiza e Lojas Colombo seguem fechadas. As únicas que recebem clientes, exclusivamente para o pagamento de faturas são as lojas Renner e Colombo e a Magazine Luiza.

O movimento na avenida Assis Brasil, uma das principais vias de circulação e de comércio de Porto Alegre, também é intenso. Os serviços mais procurados na região da zona Norte são as agências bancárias e lotéricas, minimercados e ferragens. Nos bancos e lotéricas, as filas eram supervisionadas por vigilantes que informavam os clientes sobre o uso da máscara.


O proprietário de uma oficina, na Assis Brasil, afirmou que o estabelecimento comercial adotou uma série de medidas de prevenção como rotinas de higienização, uso de EPIs para trabalhadores e verificação da temperatura de clientes e funcionários. Ele disse que tem pedido aos clientes que aguardem atendimento na calçada. As lojas da Assis Brasil que têm permissão para funcionar receberam uma cartilha com as práticas que devem ser adotadas em sua rotina no recebimento de clientes e mercadorias.